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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

pré-adolescência na rádio

Hoje, a programação da Cidade FM é toda sobre o Verão de 2007. Neste momento, estou a ouvir a "Push It To The Limit" do Corbin Bleu e a perguntar-me desde quando é que a Disney deixou de ser fixe e de passar na rádio. É que não foi assim há tanto tempo que rebentou o fenómeno do High School Musical! Como ele, já não se farão mais êxitos cine-televisivos nos próximos tempos. Agora, é só Lemounades Mouths, entre outros filmes  sem graça, cada um sendo a cópia do anterior. Até parece que queremos todos ser cantores e dançarinos e... patetas.

pré-adolescência na rádio

Hoje, a programação da Cidade FM é toda sobre o Verão de 2007. Neste momento, estou a ouvir a "Push It To The Limit" do Corbin Bleu e a perguntar-me desde quando é que a Disney deixou de ser fixe e de passar na rádio. É que não foi assim há tanto tempo que rebentou o fenómeno do High School Musical! Como ele, já não se farão mais êxitos cine-televisivos nos próximos tempos. Agora, é só Lemounades Mouths, entre outros filmes  sem graça, cada um sendo a cópia do anterior. Até parece que queremos todos ser cantores e dançarinos e... patetas.

dois "likes"

   Se existe algo nesta vida que merece um "gosto", são os momentos de inspiração e os abraços sentidos.


 


   Sabe tão bem ter, de repente, uma brilhante ideia! Aquela sensação de entusiasmo eleva-nos a auto-estima. Sentimo-nos capazes de qualquer coisa e não descansamos enquanto o produto da nossa mente, do nosso espírito livre e criativo, não vê a luz do dia. É a melhor terapia que existe para um dia menos bom ou para quando nos sentimos em baixo, bem debaixo da fossa. De repente, vemos cor, vida, sol, estrelas... vemos tudo!


 



Blue Dove, de Picasso


 


   E aqueles abraços que nos confortam para o resto da eternidade...? Ou assim pensamos nós, bem apertadinhos nos braços de quem nos quer bem. O amor parece indestrutível, não é verdade? Tornamo-nos indestrutíveis, inatingíveis, jamais intocáveis pelos males que nos rodeiam! Inspiramos e sentimos o aroma que nos tolda os sentidos, rendendo-nos ao seu maravilhoso efeito. Ludibriante, não é? O nosso nariz enterrado nas roupas, no peito ou na pequena covinha entre o ombro e o pescoço do nosso protector... Poderíamos permanecer assim até ao fim dos nossos dias.


 






a moldura

    O destino daquela moldura é não ter uma fotografia tua. Vou ocupando-a com as fotos dos outros que me acalentam o coração, revezando-as, aleatoriamente, tentando preencher o vazio que encontro, uma vez que, a tua, jamais poderei mostrar ao mundo. A tua... A nossa foto...! A nossa amizade... o que nos une!


    O que mais me magoa é não poder estar à vontade para partilhar o que fomos construindo, apesar de todas as adversidades e das supostas impossibilidades que, afinal, não passavam de remotas possibilidades que, juntos, conseguimos concretizar. Ninguém - repito, ninguém - acreditou em nós. Ora era eu a fraca, ora eras tu a minha fraqueza, como se fôssemos incompatíveis: o bem versus o mal.


   Se eu tirasse aquela fotografia do envelope, seria tudo muito mais simples. Talvez perdesse importância, depois de acontecer, ou talvez me confortasse e mantivesse o significado inicial.


    Eu gostaria apenas de não ter de ocultar a tua existência aos que mais amo...

" saudade dada "

Em horas inda louras, lindas


Clorindas e Belindas, brandas,


Brincam no tempo das berlindas,


As vindas vendo das varandas.


De onde ouvem vir a rir as vindas


Fitam a fio as frias bandas.


 


Mas em torno à tarde se entorna


A atordoar o ar que arde


Que a eterna tarde já não torna!


E em tom de atoarda todo o alarde


Do adornado ardor transtorna


No ar de torpor da tarda tarde.


 


E há nevoentos desencantos


Dos encantos dos pensamentos


Nos santos lentos dos recantos


Dos bentos cantos dos conventos…


Prantos de intentos, lentos, tantos


Que encantam os atentos ventos.


[Fernando Pessoa, 1917]