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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Best of Procrastinar 2018-2020

Ora, bom dia! [Deve ser a primeira vez que inicio um texto desta forma; há uma primeira vez para tudo...]

 

Reconheço que não tenho sido uma companhia muito assídua, mas estes dias são uma amálgama de semanas, então tenho perdido a noção do tempo, assim como uma certa inspiração para escrever. Porém, acompanhando o fim do estado de emergência, conto recomeçar o hábito de publicar qualquer coisa uma vez por semana, seja sobre livros, filmes, séries, eventos ou aleatoriedades.

 

Entretanto, uma vez que as procrastinações estão quase a celebrar os seus 9 anos (em Junho), decidi organizar uma lista de "Best of Procrastinar" dos últimos 2, isto é, entre Março de 2018 e Abril de 2019. Assim, aqui fica o registo ou repositório das minhas 40 publicações preferidas, ordenadas da mais recente à mais antiga. Não vos convido a ler todas, que 40 textos são muita palavra, mas acredito que haja uma ou outra que tenham gostado de ler pela primeira vez e à qual vos apeteça voltar, ou que encontrem algum título desconhecido que vos interesse e assim conheçam um pouco mais do que existe lá para trás, no passado do blog. 

Sem mais demoras...

 

BEST OF PROCRASTINAR 2018-2020

 

  1. O tempo em conflito
  2. O amor e a loiça
  3. Quem é que escreveu o teu texto?
  4. Dá vontade de dizer "forever and ever"
  5. Procrastinar ainda é viver?
  6. São só fotografias
  7. A última romântica
  8. As férias
  9. Gosto tanto de viajar sozinha!
  10. Vistos, ouvidos e validados
  11. A nécessaire da pessoa com quem fui de férias
  12. As dores de um blog
  13. Emprestar livros: uma reflexão simpática
  14. Como concretizar todas as ideias que nos aterram na cabeça?
  15. Escrever, pôr tudo cá fora: Bullet Journal, journalling, to-do lists e outros estrangeirismos de caneta no papel
  16. Sobre quem conversa e quer conversar
  17. Não terminar livros
  18. Há um ano em Portugal
  19. Viver na ditadura da popularidade, criatividade, identidade única e algoritmos
  20. Ler e ser lido; escrever sobre quem escreveu
  21. Eu, Inês
  22. Sabe tão bem comprar um livro novo!
  23. Ser adulto é...
  24. Blogue, baú de memórias, caixinha de recordações
  25. Coisas boas atraem coisas boas, uma explicação científica
  26. 36 perguntas que levam ao amor - a minha experiência pessoal
  27. Vergonha alheia
  28. Modern Romance: como a Internet mudou as nossas relações e vidas amorosas
  29. Este não é um texto sobre estradas
  30. Ainda Alain de Botton e o amor: como 'The Course of Love' também me conquistou
  31. Pensamentos sobre tentar escrever um livro (outra vez), auto-censura e outras inquietações
  32. Há dias
  33. Estar, apenas
  34. O meu novo livro preferido: Essays in Love, de Alain de Botton
  35. Alguma vez estamos preparados para o próximo passo?
  36. As viagens também servem para arejar as ideias
  37. As pessoas não se sentam para beber café
  38. Sobre a felicidade dos outros
  39. Sobre flores (e copos, vá)
  40. Com o que se parece um desgosto?

 

Para mim, procurar o que escrevi nos últimos anos foi um exercício construtivo. A verdade é que serviu para reler alguns textos dos quais já não me lembrava, para perceber a evolução do que escrevo e para revisitar momentos ou pensamentos nos quais, muitas vezes, já nem me reconheço. A memória prega-nos partidas, já escrevia Julian Barnes em The Sense of an Ending, por isso escrever um blog vai atrasando o esquecimento ou, talvez, imortalizando aquilo que me pareceu relevante partilhar.

 

A quem passa por aqui, obrigada pelas procrastinações contínuas e por tornarem o acto da escrita menos solitário!

pré-adolescência na rádio

Hoje, a programação da Cidade FM é toda sobre o Verão de 2007. Neste momento, estou a ouvir a "Push It To The Limit" do Corbin Bleu e a perguntar-me desde quando é que a Disney deixou de ser fixe e de passar na rádio. É que não foi assim há tanto tempo que rebentou o fenómeno do High School Musical! Como ele, já não se farão mais êxitos cine-televisivos nos próximos tempos. Agora, é só Lemounades Mouths, entre outros filmes  sem graça, cada um sendo a cópia do anterior. Até parece que queremos todos ser cantores e dançarinos e... patetas.

pré-adolescência na rádio

Hoje, a programação da Cidade FM é toda sobre o Verão de 2007. Neste momento, estou a ouvir a "Push It To The Limit" do Corbin Bleu e a perguntar-me desde quando é que a Disney deixou de ser fixe e de passar na rádio. É que não foi assim há tanto tempo que rebentou o fenómeno do High School Musical! Como ele, já não se farão mais êxitos cine-televisivos nos próximos tempos. Agora, é só Lemounades Mouths, entre outros filmes  sem graça, cada um sendo a cópia do anterior. Até parece que queremos todos ser cantores e dançarinos e... patetas.

dois "likes"

   Se existe algo nesta vida que merece um "gosto", são os momentos de inspiração e os abraços sentidos.


 


   Sabe tão bem ter, de repente, uma brilhante ideia! Aquela sensação de entusiasmo eleva-nos a auto-estima. Sentimo-nos capazes de qualquer coisa e não descansamos enquanto o produto da nossa mente, do nosso espírito livre e criativo, não vê a luz do dia. É a melhor terapia que existe para um dia menos bom ou para quando nos sentimos em baixo, bem debaixo da fossa. De repente, vemos cor, vida, sol, estrelas... vemos tudo!


 



Blue Dove, de Picasso


 


   E aqueles abraços que nos confortam para o resto da eternidade...? Ou assim pensamos nós, bem apertadinhos nos braços de quem nos quer bem. O amor parece indestrutível, não é verdade? Tornamo-nos indestrutíveis, inatingíveis, jamais intocáveis pelos males que nos rodeiam! Inspiramos e sentimos o aroma que nos tolda os sentidos, rendendo-nos ao seu maravilhoso efeito. Ludibriante, não é? O nosso nariz enterrado nas roupas, no peito ou na pequena covinha entre o ombro e o pescoço do nosso protector... Poderíamos permanecer assim até ao fim dos nossos dias.


 






a moldura

    O destino daquela moldura é não ter uma fotografia tua. Vou ocupando-a com as fotos dos outros que me acalentam o coração, revezando-as, aleatoriamente, tentando preencher o vazio que encontro, uma vez que, a tua, jamais poderei mostrar ao mundo. A tua... A nossa foto...! A nossa amizade... o que nos une!


    O que mais me magoa é não poder estar à vontade para partilhar o que fomos construindo, apesar de todas as adversidades e das supostas impossibilidades que, afinal, não passavam de remotas possibilidades que, juntos, conseguimos concretizar. Ninguém - repito, ninguém - acreditou em nós. Ora era eu a fraca, ora eras tu a minha fraqueza, como se fôssemos incompatíveis: o bem versus o mal.


   Se eu tirasse aquela fotografia do envelope, seria tudo muito mais simples. Talvez perdesse importância, depois de acontecer, ou talvez me confortasse e mantivesse o significado inicial.


    Eu gostaria apenas de não ter de ocultar a tua existência aos que mais amo...

" saudade dada "

Em horas inda louras, lindas


Clorindas e Belindas, brandas,


Brincam no tempo das berlindas,


As vindas vendo das varandas.


De onde ouvem vir a rir as vindas


Fitam a fio as frias bandas.


 


Mas em torno à tarde se entorna


A atordoar o ar que arde


Que a eterna tarde já não torna!


E em tom de atoarda todo o alarde


Do adornado ardor transtorna


No ar de torpor da tarda tarde.


 


E há nevoentos desencantos


Dos encantos dos pensamentos


Nos santos lentos dos recantos


Dos bentos cantos dos conventos…


Prantos de intentos, lentos, tantos


Que encantam os atentos ventos.


[Fernando Pessoa, 1917]