Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Ou sou eu ou é a barba, 'tás a entender?*

Não tenho nada contra homens de barba. Acho que, na maioria das vezes, ficam ainda mais bem-parecidos e elegantes com um qualquer tipo de pelo facial. (E, sim, talvez sejam as minhas hormonas saltitantes a falar, mas fá-los parecer mais “machos”, menos rapazinhos. Ficam com aquele ar de alfa dominante, todos emproados, muito senhores de si mesmos, muito sexies e blá, blá, blá, o resto é conversa e muita baba à mistura.)

Maaaaaas… Há sempre um “mas”. E esse “mas” decorre do facto de eu nunca – repito: NUNCA – ter visto o meu rico namorado sem barba. Quando o conheci, há quase dois anos, a barba já lá estava: barbicha mais patilhas.

E, dado que essa senhora dona barba chegou primeiro do que eu, tem primazia na vida dele, a sacana. Já lhe disse. Ou sou eu ou é a barba. Ele responde sempre “a barba”, esse descaradão a quem dedico todas as minhas emoções mais fortes e todos os meus sentimentos mais sinceros, para no final de contas nem sequer o ter conseguido dissuadir a fazer a barba uma única vez.

Eu não me importo nada, nadinha de nada, com a sua permanente presença. Há dias, até, em que lhe acho imensa piada. Porém, jamais vi (ou verei, desconfio) o meu lindo amor sem o raio da filha da mãe da barba e isso é algo que me atormenta. Vejam lá se entendem isto: é preciso recuar praticamente cinco anos nos álbuns de fotografias para se conhecer um Ricardo sem pelo facial visível. É qualquer coisa… Eu só quero conhecer o meu namorado de barba feita!, será pedir muito???

É que, muito sinceramente, a barba não lhe fica nada mal. O problema é maioritariamente psicológico, lá está. Existem pessoas que se afeiçoam a recordações, outras que se afeiçoam a sapatos, a roupas e malas, a livros (eu), e depois há pessoas como esta criatura, que se afeiçoa À SUA BARBA! Há quase um ano que namoramos e há quase um ano que lhe peço, que lhe suplico, vá lá, vá lá, para rapar aquela barbicha (de vez em quando, as patilhas desaparecem). E não é que ele age como se eu estivesse a falar para a parede? Primeiro, dizia que siiiiiiiim, que, um dia, logo se veria, depois já só seria por ocasião do baile de finalistas e, agora, estou a ver que nem num hipotético futuro (a muitíssimo longo prazo) casamento o rapaz me faria o amabilíssimo favor de se livrar da sua melhor amiga, a barbicha ricardiana, padrinha do noivo, presente em todas as boas e más alturas da sua vida.

Ele tem mais cuidado com a barba do que eu com o cabelo. Ele mete-lhe AMACIADOR. Eu só comecei a esfregar amaciador no meu próprio cabelo no ano passado! Ele lava-a e penteia-a todo o santo dia. Está sempre a mexer-lhe e a ver se está direitinha. Está sempre despenteado, mas nunca com a barba fora do sítio. É uma obsessão tal…!

Ultimamente, algumas raparigas têm-se-lhe insinuado, até de maneira indecente, mesmo debaixo dos meus olhinhos (se elas soubessem da missa a metade, nem o largavam enquanto não o tivessem a comer da mão, bem-haja a sua ignorância), mas não é contra elas que eu travo uma luta constante para manter em mim a atenção do moço. A verdadeira mulher da vida dele, arrisco-me a afirmar, é a barbicha.

Infelizmente (para ele, só se for!), a barbicha já tem duas fiéis inimigas: eu e a mãe dele. Já o ameaçámos com tudo. Calmantes ou soporíferos diluídos no jantar, tesouras, bandas de cera e assaltos durante a noite fazem parte do nosso inventário de ataque, e a lista continua a crescer, à medida que o tempo passa.

Dito isto, está declarada a guerra contra a maldita barba. Não é só de agora, mas fica a mensagem.

 

(PERCEBESTE, RICARDO LUÍS???)

 

 

* Para os menos entendidos na bela arte do sarcasmo, esta publicação não passa disso - sarcasmo, puro sarcasmo. Eu amo muito o meu amorzinho fofinho e barbudozinho, tenha ele a barbicha que tiver, com ou sem aquelas tranças que meteu na cabeça fazer durante a Festa do Avante, e, bem lá no fundo, eu sei que esta é uma batalha perdida no quartel, contra a qual eu não tenho a mínima hipótese de ver vencido o meu ponto de vista. O acordo subrecpiticiamente assinado a partir do primeiro beijinho mais-ou-menos inocente contempla a premissa "levas o rapaz e levas também a barba dele que te lixas". Uma cena do género...)

Bom dia!


Ia publicar isto no Facebook, mas depois lembrei-me que, ontem, dei ordem ao senhor meu namorado para me mudar a password da minha conta (parece que é impossível fazê-lo a partir do telemóvel), "terminando sessão em todos os dispositivos", pelo que... acabou por terminar sessão na aplicação do dumbphone, as well... Como a criatura não tem saldo no telemóvel e o meu querido pai usufruía do seu direito ao computador, continuo sem saber qual é a palavra-passe que me foi destinada. Ai, ai.

[Enquanto escrevia esta publicação, arranjei maneira de poder trocar de password sem denunciar um problema de segurança facebookiano. Ainda assim, acho que vou esperar por saber qual foi a ideia do moço, já que eu, para passwords, sou uma naba a criá-las.]

Drama queen

O que a minha avó pensa que eu estou a fazer em casa do Ricardo, sem a avisar, antes do ensaio de teatro:
- bebés (ou a treinar, pelo menos);
- se calhar, a ser violada;
- a ser desprezada e espezinhada pelos meus "sogrinhos", que me odeeeeeiam como tudo, 'tão a ver?.

O que eu estou realmente a fazer:
- a procurar uns calções e uma t-shirt que já não sirvam ao rapaz e que ele me possa emprestar para eu fazer de miúdo no teatro;
- a cuscar-lhe o Facebook.

Rick's stuff #8


Pronto! Eu sabia que era sorte a mais... O meu amor é homossexual! As provas estavam ali mesmo, debaixo do meu nariz, mas eu ignorei-as e, agora, aqui está simplificado o que eu já desconfiava. Giro (e fofinho, ainda por cima!), inteligente e simpático???! O 9gag diz que o Ricardo só pode ser gay! 

...

GAYS SÃO ELES! PARVOS! Temos pena se não conhecem rapazes/homens decentes!
(xisdê)

Momentos de revelação

Acho que todos nós temos momentos de revelação mais fortes do que o "normal", signifiquem eles o que significarem. São instantes que, tal como vêm, também vão, mas de que, de certa forma, não nos esquecemos durante algum tempo.
No outro dia, quando estava a fazer um trabalho de grupo com o meu namorado e mais dois amigos, vivi um pequeno minuto, se é que o chegou a ser, que me trouxe um grande esclarecimento. Apesar de não ter consistido em nada que eu já não soubesse que sentia, pôs-me a pensar "profundamente", como se se me iluminassem, de repente, as ideias.
Olhei para o Ricardo. Somente. Estava do outro lado da mesa, rindo-se a propósito de um jogo que tenho no telemóvel. Nada de novo - afinal, ele está quase sempre a rir-se. E, nesses míseros segundos, ocorreu-me o seguinte: "como é possível gostar-se tanto de uma pessoa, como eu gosto dele, e querer-lhe tanto bem, como eu lhe quero? Como é possível sentir tanta coisa ao mesmo tempo, de uma maneira tão reconfortante? Como é possível todos os dias parecerem melhores do que o anterior?"
Talvez tenha ficado mais assoberbada por tal pensamento, dado ser, relativamente, uma novidade. Sempre fui muito acarinhada pela minha família e pelos meus amigos, mas, desta vez, é diferente. É algo mais adulto e tão infantil em simultâneo... Tão positivo!
De qualquer modo, momentos como estes levam-nos a valorizar ainda mais o que temos e a aproveitá-lo. É assim que vejo os meus.

MIMOS! (Rick's stuff #7)

E eis que chegou (e já quase que passou) um dos dias mais adorados, mas também odiados (costuma sempre haver quem morra por vivê-lo todo o santo ano e, por outro lado, quem fiquei um bocado para o eriçado, não tendo com quem festejar), de sempre: o Dia de S. Valentim - ou, para os mais românticos, o Dia dos Namorados! 
E o que implica uma data como a de hoje? Presentes? Tréguas nas discussões?! Mais presentes???!
Costumo pensar que o Dia dos Namorados tem bastante em comum com o Natal. Ambos celebram o amor e a partilha, mas a sociedade actual acabou por transformá-los numa bela desculpa para se aumentar o consumismo em épocas aleatórias do ano. Além disso, segundo as minhas mais ou menos humildes convicções, se não se celebra o amor e a partilha no resto dos meses, não será pontualmente que a sua exaltação valerá de alguma coisa. Vale, sim, se consistir num maior número de oportunidades para se demonstrar o que se sente, sem que seja necessário fazerem-se umas compras apressadas de lembranças impregnadas de corações até ao vómito, só para não parecer que se foi desleixado. E até nem vejo mal nesses corações se forem dados com intenção, mas... vocês entendem... São prendas materiais. Gastam-se rios de dinheiro em presentes que não se oferecem noutras ocasiões, quando o Dia dos Namorados e o Natal são só pretextos para nos relembrarmos da importância dos nossos loved ones e para lhes oferecermos canecas com motivos facebookianos...

Wait... what?

Momento para exibicionismo pessoal:


Iei! O meu amor deu-me uma caneca personalizada para a minha colecção! E, como não vinha embrulhada e me esqueci da chave do cacifo, andei a passeá-la na mão desde as oito e meia da manhã até ao final da tarde... As pessoas que passaram por mim devem ter pensado que eu andava maluquinha, mas, pelo menos, fui uma maluquinha feliz!
E é nessas palavras que sintetizo o Dia dos Namorados: um bando de maluquinhos felizes e aluados que , a 14 de Fevereiro, recebem peluches, presentes, flores e, acima de tudo, muito mimo - não há nada melhor do que esse mimo! Especialmente se nos for dado 365 dias por ano.

Quando a rotina é interrompida (à parte os motivos)

É estranho não ter ido às aulas ontem nem hoje. É estranho acordar num quarto que não é o meu, numa casa que não é aquela em que vivo, noutro ponto do país, a quatrocentos quilómetros da rotina e das pessoas que a fazem. Nem bom, nem mau: estranho. Esquisito. Não estar na escola; ter um cão convencido de que é uma criança humana, mais pequeno do que um recém-nascido, a saltitar-me em cima da cama; não estar perto do meu namorado para o abraçar como se o quisesse desfazer em pedacinhos e rir-me com o que faz e diz; não estar com os meus colegas na parvolhice, empregando expressões inglesas a cada três portuguesas; não ensaiar com a banda; não comer o meu Nestum de bolacha maria ao pequeno-almoço; não estar preocupada com as horas num dia de semana de Janeiro.