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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Orgulho de consumidora

Sobrevivi. Gente do meu blogue, eu sobrevivi. Entrei na Primark do Colombo, pensando estar a encarar a minha ruína financeira, e só gastei cinquenta cêntimos com uns collants opacos. Sim, sim, 0,50€! Mal virei costas à loja, desatei a ligar à minha avó para partilhar o orgulho que senti pelo autocontrolo que mantive durante a hora que lá passei, de um lado para o outro, às voltinhas, a ver preços, a catrapiscar uma peça ou outra… sem cair em desgraça! E ia sozinha, sem ninguém que me desse uma puxão antes de eu desapertar os cordões à bolsa! Não arruinei o porta-moedas e, muito menos, o cartão multibanco. Ufa… Também não sei se será considerado batota a minha avó ter-me prometido que lá voltamos ainda esta semana (implicitamente, isso também é considerado uma promessa de que havemos de comprar uma coisita ou outra, nem que seja só um par daquelas sapatilhas de 3€, como as que eu comprei no ano passado em Braga, que, além de serem giras e combinarem com todo o tipo de roupa, devem ter sido os sapatos mais confortáveis que adquiri em muito tempo), mas não me vou pôr já a dar palpites sobre o meu comportamento futuro, que só eu sei como sou imprevisível, para o bem e para o mal.

Apesar da minha tenebrosa ansiedade antes de me aventurar por terras primarkianas lisboetas, superei as expectativas e não desatei a deitar mão a tudo aquilo com que ia simpatizando. Também era melhor, que uma pessoa tem propinas e passes de transportes para pagar, pois tem, e não são nada baratos!

De qualquer maneira, temos de admitir certos aspectos: a Primark sabe cativar o cliente. Tudo nos maravilha, tudo nos atrai, desde as cores, até às texturas, passando pelos preçários chamativos, a disposição dos produtos, o próprio design deles… É uma loucura! Overwhelming, diriam os ingleses. Há todo um mundo de porcarias fúteis que nos chamam a atenção, simplesmente por existirem e estarem colocadas em determinado sítio. (Eu mesma senti-me tentada, durante uns quinze segundos, em trazer um conjunto de cinco escovas de dentes por 0,75€. Foi grave…)

 

 

Para terminar, deixo uma lista de dicas a quem tiver dinheiro para gastar (sem sequer precisar de ter uma fortuna, basta terem 20€ disponíveis):

 

* vejam os vestidos de renda de alças – há brancos, vermelhos, azuis e pretos, mas os pretos são 13€ e os outros são 7€. São tão bonitos e têm ar de ser tão fresquinhos para o Verão...!;

 

* as tais sapatilhas de que vos falei, de cores lisas, duram-vos cerca de ano e meio, com uso frequente, são laváveis e o cúmulo do conforto, custando apenas 3€ - valem meeeeeeesmo a pena!;

 

* dirijam-se à zona da decoração para a casa e comprem umas velas aromáticas de 1€ - depois digam-me se são tão cheirosas quanto antes de serem acendidas;

 

* dirijam-se à zona dos pijamas e comprem muitos felpudos, térmicos, de 10€, pois não passarão frio no Inverno e evitarão, decerto, algumas constipações indesejadas;

 

*dirijam-se à zona da roupa interior e adquiram sutiãs e cuecas daqueles cheios de rendinhas, amorosos e muito… arrojados. E baratuchos, como os da feira. Vocês ficam felizes, os vossos namorados ficam felizes (ou namoradas, se forem os namorados a oferecer-lhes), a Primark fica feliz. No final, todos ficarão a ganhar!

Lluvia, ¿porqué no te vas?

Hoje, iniciei a minha rotina matinal, às 6h da manhã, analisando a roupa que escolhi ontem para vestir. Não servia - demasiado fresca e permeável. Troquei de conjunto. E outra vez. E outra. E outra. Depois veio o drama dos sapatos. Que sapatos??? Ténis, pensei. Haveria de ser a escolha mais sensata, dada a carga de água que caía lá fora e as poças que fazia. Porém, à custa destas "escolhas sensatas", passei um calor dos diabos durante todo o dia e, mesmo agora, a circulação dos meus pés ainda não regressou ao seu estado normal (morre, meia-estação, morre!).

Como uma desgraça não vem só, o chapéu-de-chuva que a minha tia me emprestou estava, afinal, avariado e os ex.mos senhores automobilistas juntaram-se à conspiração e decidiram que as passadeiras à saída do Metro da Cidade Univerisitária só servem para enfeitar. O quê??? Uma mocita aflita, em pleno confronto com um chapéu-de-chuva defeituoso, com uma mochila e uma lancheira enormes e pesadíssimas às costas??? 'Bora mas é fazer-nos à estrada, que pelo menos o pessoal vai aqui dentro do carro e a chuva é para os parvos. Escusado será mencionar o estado em que cheguei à faculdade.

Por fim (não finalmente, que nem dez horas da manhã eram), a seguir à aula de Espanhol, chegou o meu salvador (uma salva de palmas para os namorados atenciosos!), que respondeu ao meu apelo de socorro e me levou UM CHAPÉU-DE-CHUVA DECENTE. AAAH!!! E é de frisar que, apesar de quase ter sido derrubada por várias rajadas de vento ao longo do resto do dia, NUNCA MAIS VOLTOU A CHOVER, CANECO.

Com isto, apenas quero concluir que gosto muito de chuva, mas só quando me encontro sã e salva debaixo do tecto da minha rica casinha, a ouvi-la cair no telhado e nada mais.

TOP 4 de Vestimenta de Banho Inadequada

Entretanto, parece que chegou o Verão (mais nuns dias do que noutros) e, com ele, as pessoas que não conseguem ver o desastre que é a sua vestimenta de praia e piscina. Um horror, um horror! Já não chega vestirem-se mal no resto do ano, ainda têm de nos vir arruinar as vistas em período estival??? Era só o que mais faltava! Infelizmente, é inevitável depararmo-nos com estas figurinhas um pouco por todo o areal, um pouco por toda a espreguiçadeira ou toalha. Não há como combatê-los, pois são mais que as mães, já diz o povo. Seja homem ou mulher, às vezes ainda amostra de bicho, o vírus da Vestimenta de Banho Inadequada atinge toda a população, não olhando a sexo ou a idade.

 

Aqui vai o meu TOP 4 de casos que precisam urgentemente de aconselhamento…

 

1. O senhor de meia-idade que recusa a crescente flacidez da sua genitália, envergando uns miiiiiiiiiiiiiiiiiini-calções meeeeeega apertados, que a deixam toda à vista (e, como se não bastasse, decide fazer o pino na água, agitando o que Deus lhe deu de menos agradável exactamente à nossa frente) – eu acho que este é o pior de todos os exemplos que poderei vir a dar, por mais que não seja por atentar contra a sanidade do mais pacífico dos veraneantes que tente desfrutar da combinação céu azul/água límpida/eventual murmurar das ondas. Não é, de todo, agradável, mesmo para a mulher deste senhor, atrevo-me a afirmar. Além disso, a praia e a piscina estão plenas de criancinhas inocentes que dispensam este freak show. Se não deixam os vossos rebentos ver a SIC Radical a partir das 22h, também devem fazer alguma coisa que impeça a espécie acima referida de se exibir em tais preparos num local público. A sério… FAÇAM ALGUMA COISA! (Nota: apesar de, nos casos mais jovens, não existir quase nenhuma flacidez, matenham-se igualmente longe do spandex, se faz favor! O spandex não fica bem a NINGUÉM - nem aos nadadores, se é o que eles pensam...)

 

 

 2. A senhora/rapariga inacreditavelmente obesa, 96% de celulite no corpo, que vive na ilusão de que um biquíni, justo ou largo, a favorece – este caso é o pão nosso de cada dia. Compreendo que, uma vez que o biquíni de duas partes há muito tenha sido vulgarizado na nossa sociedade, toda a gente o queira usar. Eh pá, é pena, mas nesta situação querer não é poder. Nem dever! O Verão, quando nasce, é para todos, ninguém deve ser proibido de usufruir das suas maravilhas para a saúde, para a mente e para o bronze, mas há que ter em conta se não estaremos a abusar da sorte. Qualquer pessoa está no seu direito de ter o corpo que tem, mais alto ou mais baixo, lingrinhas ou peso-pesado. Contudo, esquecem-se de se vestir adequadamente e isso acaba por penalizá-las. Existem fatos-de-banho para todos os gostos e mais alguns, mais sexies ou mais conservadores, de cores e formatos inimagináveis, na loja do chinês ou nas lojas de marca, a preços favoráveis a qualquer tipo de bolso! Não há desculpa, minha gente! E isto também se aplica àquelas criaturas que, mesmo não sendo obesas, têm um estômago onde caberia uma baleia e se passeiam muito exuberantes como se tivessem abdominais de fada. Façam lá um sacrifício.

 


3. Galdérias (sim, galdérias, que é o que elas parecem!) que usam biquíni de fio dental e/ou parte de cima que mais parece de criança, tamanha é a pequenez da peça – não me venham com conversas sobre a liberalização do corpo e do sexo e sobre cada um ter direito a mostrar-se quase como veio ao mundo quando bem lhe apetecer, que eu não engulo. Há regras para tudo na vida em sociedade e uma delas é apresentar o mínimo de decoro em espaços públicos. Agora, nádegas e silicones de fora, NÃO. E quem quiser ver meninas em trajes menores que se dirija ao clube de strip mais perto de si.

 

 

4. Velhinhas (ou não tão velhinhas) de fatos-de-banho pretos – isso já não se usa, minhas senhoras. Assim como o Romeu está para a Julieta, o Verão está para as cores vivas, sejam viúvas, casadas ou divorciadas. O que interessa é mostrarem que estão cá para as curvas e que devemos aproveitar a vida… COM COR!

 

 

 

A todas estas espécies de veraneantes... Cuidem-se.

É uma sorte isto não se ter tornado um TOP 5 ou um TOP 10. Vamos tentar não o alargar, pode ser?

 

Também tenho um amigo que demora duas vidas a arranjar-se, por isso não digam que são só as mulheres!


A propósito, nós não vamos à casa-de-banho juntas para ficarmos no mesmo cubículo a ver a outra fazer chichi; nós vamos à casa-de-banho juntas para podermos ir falando umas com as outras, cada uma de seu lado da porta, ok? E eu só tenho UM par de botins de salto alto que só usei uma vez, encontrando-se o resto dos meus sapatos em vias de irem para o lixo, tal é o uso, ou, pelo menos, em estado de contínua degradação. E nós, mulheres ou seres que ascenderão a tal num dia destes, precisamos de malas porque, ao contrário dos homens, usamos calças justas ou saias, ficando feio se se vir ali um telemóvel ou uma carteira a emergirem dos bolsos (ou a pedirem para serem "resgatados" por mãos alheias, além de que nos magoam as pernas); aproveitamos a fundura de algumas malas para despejar, por conveniência, aquilo que os homens não têm nos seus bolsos e hão-de precisar, eventualmente (lenços de papel, por exemplo). Quanto à demora e à picuinhice nas lojas, existem patologias e Patologias, sendo que, pessoalmente, tenho de argumentar que nem todos os seres humanos têm um corpo relativamente quadrado, tendo em vez disso curvas em tudo quanto é sítio, ou falta delas (factor pouco atractivo) pelo que é preciso saber escondê-las meticulosamente ou, pelo contrário, saber exagerá-las, daí os nossos dilemas no que toca a comprar nem que seja uma única peça de roupa. Quanto à síndrome da Primark, juntem o ponto anterior ao facto de nos encontrarmos numa das catedrais comerciais com preços mais baixos, não só em roupa, como igualmente em lingerie, malas, acessórios, maquilhagem, etc, etc.

Mais alguma coisa?

Uma questão de lingerie

Para quem nunca veste umas cuecas novas e azuis nas passagens de ano, nem liga a esse tipo de superstições, tenho tido sempre muito pouco azar ao longo da minha vida. Só o fiz uma vez, já que me ofereceram umas, à laia da experiência. Coincidência ou não, os meses seguintes devem ter sido dos mais infelizes que já tive. Não sei se é de mim que, porventura, poderei ser eu própria um pote de sorte, como aqueles no fim do arco-íris (sem a parte do ouro), mas não me cabe na cabeça como é que uma simples peça de roupa interior nos pode influenciar 365 dias de uma só golfada, principalmente se começamos o novo ano de pijama e sem loved ones por perto, interessados em fazer-nos uma revisão raio-x (ou uma revisão tipo biopsia, operação "arriscada", à vista desarmada).

Querido Pai Natal,

Deixemo-nos de tretas: por muito que eu peça paz no mundo, e união universal, e que os políticos passem a ser competentes, e paciência quando ela não me assiste, e 20 a Português, e as propinas da universidade totalmente pagas, e umas maminhas maiores (e naturais), tu nunca me realizarás tais pedidos, seu velho barbudo. Portanto, vamos mas é directos ao assunto, que ambos temos mais que fazer da vida.
Em primeiro lugar, este ano só te peço um único livro - o novo do José Luís Peixoto, "Dentro do Segredo"   - e menciono, em todo o caso, o novo CD da Aurea.
Para adoçar a boca, EXIJO um stock anual ilimitado de Pringles, Toblerone, Ferrero Rocher ou, quem sou eu para rejeitar?, quaisquer batatas fritas, bombons ou barras de chocolate (desde que não sejam picantes ou tenham aqueles recheios esquisitos de licor and shits like that) que existam no mundo. Preciso urgentemente de engordar... e de bombas de hidratos de carbono e açúcar no sangue para melhor irrigar este pobre cérebro disfuncional (principalmente esta última).

(Esperaaaa, não passes já à carta da Margarida Rebelo Pinto, porque a minha ainda vai a meio, eu sou pobrezinha e nem sequer estou a tentar fazer um "downsizing do meu lifestyle"!)

Quanto à roupa (ai, que fútil que eu sou, atirem-me lá pedrinhas...), oferece-me a que quiseres. Todas as peças serão bem-vindas! Acessórios, maquilhagem, vernizes, sapatos, idém-aspas-aspas. Já agora, meias e pantufas quentinhas é que não caíam nada mal!
Mas agora, falando bem a sério, o que eu peço mesmo do fundo do coração são umas estantes novas do IKEA (por favor, por favor, POR FAVOR!, eu tenho mais livros do que a família Carreira tem em êxitos musicais lamechas plagiados de canções americanas e francesas e não tenho onde os arrumar!). Poderás escolher a minha prenda entre estes exemplos:

Prateleiras

IKEA Estantes

IKEA Estantes

Em jeito de conclusão, oh Pai Natal, tu não te esqueças que eu me portei muito bem durante todo o ano (excepto aquelas vezes em que falei mal e torto no meu blogue ou quando não contei ao meu pai da vez em que estava cheia de sono e lavei os dentes com a escova dele, pois às sete da manhã até o azul parece cor-de-rosa) e que mereço tudo o que a sociedade consumista me possa proporcionar! Essa é que é essa!

Agora, vai lá, já podes passar para a carta da MRP (apesar de ela ser uma vaca presumida que não escreve um corninho de veado bebé). (Pronto, é a última vez em 2012 que eu falo mal de alguém do meu blogue!)
Beijinhos, abraços e... fogo, votos de uma dieta à base de chá!

Beatriz