Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

"O Principezinho"


Não me lembro de quem me ofereceu o livro. A única coisa que sei é que já o tenho desde muito pequena, talvez desde os seis ou sete anos. Finalmente, uma década depois, lá lhe peguei. Olá, Principezinho. Já ouvira dizer que era uma história comovente que continha um grande ensinamento sobre a amizade, mas nunca pensei que me viesse a cativar ("criar laços", citando uma passagem) como cativou. Senti-me bem pequenina a ler cada uma das suas palavras. A cada página, Saint-Exupéry fez-me ver o mundo de outra maneira. Apercebi-me de que estou a ficar cada vez mais parecida com "os crescidos" e... eu não quero. Não quero, não quero, não quero deixar de ter imaginação e aquela ingenuidade tão pura e benévola que só os mais novos têm. Não quero deixar a minha infância escapar, porque ainda não me despedi dela. Quero ser adulta, já me tratam e já ajo como tal, mas ainda mal me apercebi de que já não sou uma criança. Estou entre uma fase e outra e, por enquanto, lendo mais livros infantis com lições de moral tão grandiosas como a d' "O Principezinho", espero, pelo menos, conseguir encontrar o meu lado mais "pequenino" durante o meu inevitável crescimento. Acho que, sem querer, me andava a esquecer de que já fui criança, e não há muito tempo, e do que alguém do tamanho que eu já tive tem para ensinar aos mais velhos. Desta vez, relembrei o valor da amizade através da visão mais simples.


"O Principezinho" é um livro não só para miúdos como também para graúdos. É uma leitura rápida - não demorei mais de quarenta e cinco minutos -, muito especial e com ilustrações fantásticas, sem dúvida.

"O Principezinho"

Não me lembro de quem me ofereceu o livro. A única coisa que sei é que já o tenho desde muito pequena, talvez desde os seis ou sete anos. Finalmente, uma década depois, lá lhe peguei. Olá, Principezinho. Já ouvira dizer que era uma história comovente que continha um grande ensinamento sobre a amizade, mas nunca pensei que me viesse a cativar ("criar laços", citando uma passagem) como cativou. Senti-me bem pequenina a ler cada uma das suas palavras. A cada página, Saint-Exupéry fez-me ver o mundo de outra maneira. Apercebi-me de que estou a ficar cada vez mais parecida com "os crescidos" e... eu não quero. Não quero, não quero, não quero deixar de ter imaginação e aquela ingenuidade tão pura e benévola que só os mais novos têm. Não quero deixar a minha infância escapar, porque ainda não me despedi dela. Quero ser adulta, já me tratam e já ajo como tal, mas ainda mal me apercebi de que já não sou uma criança. Estou entre uma fase e outra e, por enquanto, lendo mais livros infantis com lições de moral tão grandiosas como a d' "O Principezinho", espero, pelo menos, conseguir encontrar o meu lado mais "pequenino" durante o meu inevitável crescimento. Acho que, sem querer, me andava a esquecer de que já fui criança, e não há muito tempo, e do que alguém do tamanho que eu já tive tem para ensinar aos mais velhos. Desta vez, relembrei o valor da amizade através da visão mais simples.

"O Principezinho" é um livro não só para miúdos como também para graúdos. É uma leitura rápida - não demorei mais de quarenta e cinco minutos -, muito especial e com ilustrações fantásticas, sem dúvida.