Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Não nos tirem o jornalismo!

Perdeu-se o respeito pelo jornalismo. O Correio da Manhã está a ser censurado em praça pública e ninguém diz nada, ninguém faz nada. A maioria dos estudantes de Comunicação quer ser pivot ou jornalista de entretenimento. De fofocas. Os professores de jornalismo "a sério" são uma classe envelhecida. Os grandes jornalistas portugueses estudaram Direito e Economia. Têm idade para ser meus pais.
O que será do jornalismo português daqui a uns anos? Esquecerão os cidadãos que o jornalismo tem como objectivo mostrar a verdade e revelar o que quer ser camuflado? Esquecerão que o jornalismo tem de ser interventivo e revelador? Eu quero acreditar que não, mas é difícil. Quando o jornalismo se resumir à importância da difamação, da especulação, da protecção de interesses particulares e aos telejornais da SIC e da TVI, perderemos toda a noção do que é a liberdade de expressão e o direito à informação.

 

Uma pequena amostra do que me inquieta.

Para o fim-de-semana prolongado...

#BreakingStereotypes é uma campanha do site "casamenteiro" Truly Madly. Pode não ser o apogeu das campanhas contra a discriminação, mas as fotos estão engraçadíssimas! - AQUI.

 

 Vi este filme hoje de manhã e adorei. Ultimamente, ando um bocado virada para a ficção científica, para as utopias, distopias e fantasias, por isso fiquei com vontade de ver O Dador de Memórias desde que saiu. Atenção que não é nenhuma obra-prima do cinema de sci-fi, mas não deixa de colocar algumas questões pertinentes: existe perfeição?; pode haver uma sociedade perfeita?; o que seria viver num mundo mais moderado, amorfo?

 

 

Não perdi a Grande Reportagem da SIC desta semana. Ainda que não veja a experiência Erasmus como uma espécie de bilhete em direcção ao amor (encontrei o meu em terra, ehehehe), acho que todo o processo e conceito é delicioso, mesmo que se sintam as naturais saudades de casa, o choque de não ter ali os paizinhos, de viver longe durante um ou dois semestres... Bem, eu até já senti um bocadiiiinho disso quando fiz o meu Erasmus+ de duas semanas, mas meh. Não há capital para aventuras mais duradouras!

 

Deixadas as sugestões, bom fim-de-semana de três dias para a malta procrastinadora =)

Procrastinar também é ir à SIC!

 

Procrastinar também é viver? Procrastinar... TAMBÉM É VIVER? Pelos vistos, não. Foi isso que eu senti durante o programa "Boa Tarde" de ontem, ao participar na conversa com a apresentadora Conceição Lino, com a Alexandra (ou Pantapuff da blogosfera) e com a psicóloga convidada, a Dr.ª Andrea Oliveira. E não fui a única - também a Alexandra se sentiu desconfortável. Passo a explicar porquê...

Fomos contactadas há cerca de semana e meia por um jornalista - que até penso que seja o que apareceu na peça introdutória, a fazer o vox pop, muito simpático e acessível. Alguns dias depois, cada uma de nós passou algum tempo com ele ao telefone - no meu caso, cerca de meia-hora e, no caso da Alexandra, foi mesmo uma hora. Fizeram-nos imensas perguntas, por isso pensámos que se trataria de uma espécie de preparação para o programa e imaginámos, ao sabermos que seria "uma conversa" ou "um debate" acerca "da procrastinação e dos portugueses", que a nossa intervenção seria muito maior. Mas já lá vamos...

 

Comecei a perceber falhas logo de início. A Alexandra foi e veio de motorista/táxi. Eu vim de carro próprio desde o rabinho de Judas onde vivo na Margem Sul até aos estúdios da SIC, em Carnaxide, e nem se ofereceram para me pagar a gasolina. Claro que não guardo ressentimentos por terem tido o cuidado de darem boleia à Alexandra e não a mim, mas logo a partir daí demonstraram falta de organização (não, estou a brincar, eu detesto a Alexandra e já estou a preparar a minha vingança).

No entanto, ignorei. Por favor, ninguém é perfeito e não havia razões para me armar em diva - eu, uma mera convidada que, ainda por cima, iria ter a oportunidade de divulgar o seu blogue e de comunicar para milhares de espectadores em todo o país, e que tão lisonjeada fiquei pelo convite. Pentearam-me como gente importante, maquilharam-me até não se notar uma única marca dos últimos 10 anos de acne, foram porreiros. Fiquei irreconhecível, pronta a entrar no ar. 

Cerca de 15 ou 20 minutos depois, eu e a Alexandra saímos da sala de cabeleireiro e maquilhagem. Sabem que mais? Os meus três acompanhantes continuavam sentados no corredor, em frente dum ecrã pequeníssimo cujo som e imagem eram quase imperceptíveis. Fiz questão de perguntar se não haveria a hipótese de os colocarem realmente na audiência (como me tinham informado por telefone) e garantiram-me que, quando fosse a minha vez de entrar, todos se poderiam sentar no estúdio. Sim, sim...

[Nota intermédia: Não sei se tomaram atenção ao caso do primeiro convidado, a viver numa casa a cair de podre, com dois filhos menores, desempregado, sem condições ou perspectivas de vida... Fiquem sabendo que tinha um smartphone dos mais caros e que não parecia nada infeliz.]

Após o fim da primeira parte do "Boa Tarde", por fim chamaram-nos ao estúdio. Não havia cadeiras para ninguém, não sentaram nenhum dos meus acompanhantes (nem a minha avó, que acabou por puxar uma cadeira que por ali andava e desenrascar-se sozinha), tive de andar a pedir a não sei quantas pessoas que me dessem água a mim e à Alexandra (só nos deram quando estávamos já à frente das câmaras, quase a aparecer em directo) e nem um lanchinho ofereceram. Contudo, estas coisas acontecem, ninguém estava à espera de tratamento VIP!

Entrámos em directo e a Conceição Lino não corrigiu uma gralha do teleponto: postegar não existe - é postergar. Seria de esperar que uma jornalista com tantos anos de experiência a apresentar directos conseguisse identificar um erro de vocabulário destes, que pelo menos fizesse o trabalho de casa. Gastou-se imenso tempo com explicações etimológicas e de sinónimos de "procrastinar", tempo esse que poderia ser utilizado para deixarem as convidadas falar e explicar elas mesmas o que significa. Sei lá, convidaram-nos por algum motivo, não?

Quem viu o programa deve ter reparado que quase não interviemos. Com alguma sorte, eu e a Alexandra falámos, cada uma, dois minutos (entretanto, fui confirmar e falei cerca de 2 minutos e 10 segundos). Não dissemos quase nada, não adiantámos o que não pudessem adiantar sem nós. Ok, referimos alguns exemplos práticos acerca da procrastinação a nível pessoal, mas ambas concordamos em que isso só contribuiu para que ficassem com a impressão de que não fazemos puto da vida, que somos umas preguiçosas. A Drª Andrea deu-me razão nalgumas coisas que eu disse, explorou bastante bem em que consiste procrastinar, foi rigorosa do ponto de vista científico. Mas, ainda assim, ninguém se deu ao trabalho de nos perguntar ou de explicar ao público que nós procrastinamos E vivemos: ambas estudamos e trabalhamos, temos algumas responsabilidades e ainda arranjamos tempo para nos divertirmos q.b.. Não somos umas zés-ninguém - está a ler, Conceição Lino e respectivo tom de condescendência?

 

De qualquer maneira, nem tudo foi mau. Adorei a experiência e fez-me bem ao ego. Tive o meu tempo de antena, pude dar a minha opinião num programa em directo num dos canais mais vistos em Portugal acerca de algo que faz parte do meu dia-a-dia, a procrastinação, e de desmistificar tudo o que lhe atribuem de negativo. Sei que fiz o melhor que pude, falei claramente e sem me engasgar, achei que foi uma ocasião engraçada e em que recebi o apoio de muitas pessoas. O que mais poderia pedir? Mesmo tendo em conta o acumular de acontecimentos negativos com que me/nos foram presenteando ao longo da tarde de ontem, devido a uma notável falha de organização, já ninguém me tira o facto de ter estado na televisão (sim, sim, não me venham com falsos moralismos, porque aparecer na televisão é giro e há muita gente que gostaria de o fazer!). Foi uma maneira diferente de celebrar o 3º aniversário do blogue.

 

Deixo-vos com algumas fotografias...

 

 

Selfie pós-embelezamento.

 

 

Em directo.

 

 

Já percebi porque é que as famosas querem ser tão magras: a televisão engorda-nos e não é pouco. Só não nos dá mais mamas, o que é uma pena.

 

 

Querido, mudei a cara! - antes e depois de tirar quilo e meio de maquilhagem.

 

 

E vocês, acompanharam o programa de 30 de Junho de 2014? Digam de vossa justiça! :)

A procrastinadora diz "Boa Tarde"... na SIC!

 

Na próxima segunda-feira, dia 30 de Junho de 2014, a procrastinadora-chefe deste blogue irá fazer parte de um debate em directo, no programa Boa Tarde, na SIC. Não sei bem se a minha intervenção será no princípio, no meio ou no fim da emissão. O Boa Tarde, apresentado por Conceição Lino, começa por volta das 15h45 e termina lá para as 18h30. Quem não conseguir assistir na altura não se preocupe, porque eu tentarei gravar e carregar no Youtube, partilhando em seguida com todos os que estiverem interessados!

Como referi, vou participar num debate acerca da procrastinação e da atitude dos portugueses perante a procrastinação, daí ter-vos colocado o desafio de partilharem comigo a vossa experiência pessoal. Afinal, eu sei qual é a minha, mas faltava-me perceber se era igual às restantes.

Ainda não sei muito acerca do que se vai passar no programa, excepto que no tal debate irão intervir mais uma possível conhecida vossa dos blogues, a Pantapuff, e um psicólogo convidado. 

 

Se me forem cedidas mais informações, tentarei manter-vos a par delas.

Obrigada a todos!

 

Nota: coincidentemente, no dia 30 de Junho, este blogue completa os seus 3 anos! Haverá melhor maneira de os celebrar? Acho que não...

Assalto no Parque da Bela Vista

Os Bon Jovi actuaram ontem em Portugal. Os bilhetes custaram entre 59 e 99 euros. Na reportagem do telejornal da SIC, até houve espectadores que disseram ter pago 99€ e que acabaram por ficar ao lado dos que pagaram o bilhete mais barato. Nem sequer o cenário de palco desta digressão (um carro) foi utilizado no Parque da Bela Vista.

 

Hoje, os Bon Jovi actuarão em Espanha, a custo 0.

 

Como assim, a custo 0??? - perguntam vocês.

 

Em Espanha, os bilhetes custam apenas de 14,50€ a 35,50€, ou seja, está incluído apenas o aluguer do espaço, pelo que suponho. Segundo o site da SIC Notícias, "O cantor decidiu abdicar de qualquer verba em virtude da crise económica [!!!] que se vive no país vizinho. Bon Jovi diz que esta é uma maneira de agradecer aos fãs espanhóis os últimos 30 anos de apoio incondicional".


Não nego a existência de uma crise económica em Espanha, porque é óbvio que ela existe, mas será que Portugal está rico e nós nem sequer sabemos??! É que só pode, para os "nossos" bilhetes terem sido tão caros...

Podemos afirmar, deste modo, que os fãs portugueses foram voluntariamente assaltados pela banda multimilionária.

ídolos 2012 - mulheres ao poder #2


Como não poderia deixar de ser, dou os meus parabéns à Mariana Domingues. Se ela não existisse, teria de ser inventada.



Não percebi MESMO por que razão o público votou tão mal na Mónica Mendes. A sério?! Mandaram esta miúda embora? Não acham que a Margarida Carriço (que está cada vez mais cheia de si própria, com a mania que é querida, fazendo aquelas caretas fofinhas e aquela vozinha irritante) não cantou pute de coisa nenhuma? Falta-lhe fôlego, dicção, versatilidade... Vejam por vocês próprios e digam-me lá que não tenho nem que seja um bocadinho de razão...!