Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Publicidade pela qual não serei remunerada

Ah e tal, o Natal está quase aí e nenhum de vocês está para gastar muito dinheiro em prendas. Melhor: nenhum de vocês ainda se atreveu sequer a ir comprar o que quer que fosse, com medo do dinheiro que terá de largar. Pois bem, aqui estou eu para alimentar o espírito natalício consumista! Ou, dependendo das perspectivas, para o aliviar!
Ontem, fui à procura de potenciais presentes para a família e tive, não sei se a sorte, se o azar, de encontrar os que acabei por comprar para as minhas amigas. Parei na H&M; já tinha visto a maioria das lojas do centro comercial e não se encontrava nada cuja qualidade fosse proporcional ao preço, excepto os bombons "I Love Milka", que custavam um euro e qualquer coisa (mas eu nunca ofereceria a ninguém uma caixa com tão poucos chocolates, pois o receptor da prenda correria sempre o risco de ficar sem parte dela à pala da minha gulodice). A H&M tem uma grande variedade de produtos de beleza, perfumes e bolsas para rapariga desde 2,89€ que valem realmente o que custam. Mesmo os de 3,89€ não são nada maus. São presentes bonitos, cheirosos e, pelo que me pareceu, de qualidade. Como não estamos em época de gastar ao desbarato em prendas, o importante é mostrarmos que não nos esquecemos de quem se lembra sempre de nós, por muito que nos doa na carteira (na nossa ou, ainda pior, na dos nossos pais!).
Para o desapontamento de alguns, não vou poder mostrar o que comprei, uma vez que as amigas a quem oferecerei as tais prendas lêem o blogue. No entanto, se a minha não-requisitada opinião vos interessar, o que encontrei de melhor na H&M foram as bolsas de renda (2,89€), os frascos de perfume pequenos que vêm dentro de umas latinhas práticas para se terem dentro da mala (também a 2,89€) e as bisnagas douradas e pretas de loção corporal (3,89€).


A mim, ainda me falta comprar a prenda para a minha melhor amiga. Sem serem cosméticos, perfumes, peluches ou molduras, e partindo de um orçamento muito limitado, têm sugestões?

É (quase) Natal, é (quase) Natal, tudo bate o pé! Vamos dar muitos presentes, mesmo sem ter fé!

Na última publicação, contei-vos sobre o meu passeio por Lisboa no sábado passado e, por alto, referi o "grandioso fenómeno do exagerado consumismo natalício". Por esta altura, já anda tudo mais que frenético à procura das prendas ideais para dar aos pais, avós, filhos, netos, enteados, vizinhos, cães e gatos, como pude constatar pela movimentação nas lojas de Lisboa, e até os bolos e doces da época já se vendem, enchendo as montras das pastelarias e fazendo-nos sonhar quase pornograficamente com eles (não me venham dizer que nunca estiveram perto de ter um orgasmo visual face a umas rabanadazinhas, uns sonhos ou um bolo rei, porque eu sei que isso é mentira!)
É certo que, com a crise, as compras propriamente ditas diminuíram, mas ainda existe muito boa gente - eu incluída - que se contenta com o simples facto de poder entrar livremente nas lojas e regalar os olhos, sem sair com sacos na mão. Levamos o coração um pouco mais apertado, pensando, muitas vezes, "quem me dera ter dinheiro para trazer isto e aquilo", mas a realidade chama-nos e pronto... Não se pode ter tudo na vida.
Nunca fui muito materialista nem consumista e, à medida que fui crescendo, fui-me apercebendo do verdadeiro significado do Natal. Este ano, à semelhança do que acontece com a maior parte dos portugueses, não conto com nenhuma prenda significativa. Atenção: não digo que não haja quem me ofereça alguma lembrança; contudo, tenho a perfeita noção de que o importante é reunir a família, acarinhar os que me querem bem, relembrar o espírito da quadra, reflectir sobre os valores que realmente importam e dar graças por ter saúde e pessoas que me adoram e amam por perto para me aconchegarem o coração.
E há que ser positivo! Se, desta vez, a mesa estiver um pouco menos recheada do que nos últimos anos, temos que ter esperança de que a situação poderá melhorar até ao próximo Natal, nem que seja por mera ilusão festiva.
Dar presentes sem apreciar realmente o Natal pelo que ele é não faz sentido. Infelizmente, todos nós havemos de conhecer alguém com essa falta de tacto, o que até nos chega a entristecer um bocado. No entanto, espero que, apesar de todos os aspectos negativos da presente conjuntura económica, ela sirva de lição para os pobres de espírito - estamos na altura certa para colocar tudo o que temos numa balança e atribuir-lhe o merecido valor. O resto... são prendas (e nós agradecemos!).

não estávamos ainda em Novembro?

Hoje, fui ao El Corte Inglés. Do tecto já pendiam grinaldas e decorações que tais, douradas, prateadas e "Feliz Natal!", "Merry Christmas!", fazendo-me temer, por momentos, ouvir os jingles natalícios, com publicidade festiva à mistura. Mas esses também não devem tardar. Esperem até à próxima semana e depois digam-me se a coisa já não chegou a esse ponto!

não estávamos ainda em Novembro?

Hoje, fui ao El Corte Inglés. Do tecto já pendiam grinaldas e decorações que tais, douradas, prateadas e "Feliz Natal!", "Merry Christmas!", fazendo-me temer, por momentos, ouvir os jingles natalícios, com publicidade festiva à mistura. Mas esses também não devem tardar. Esperem até à próxima semana e depois digam-me se a coisa já não chegou a esse ponto!