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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Lisboa com chuva

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É uma desolação, Lisboa com chuva. Esta cidade que, por norma, se apresenta sempre solarenga, com o céu cor de Tejo... Só apetece hibernar. Quando vivia em Banguecoque, havia meses em que chovia todos os dias, mas raramente me sentia tão vazia e com tão pouca energia quanto me sinto quando chove aqui em Portugal. Ainda por cima, está frio. Felizmente, já me voltei a habituar ao Inverno português, depois de ano e meio quase seguido de Verão eterno. Sinto-me três vezes mais infeliz, ou três vezes menos feliz, quando vejo as calçadas alagadas e as esplanadas vazias. Dá vontade de gritar o quão injusto é ver Lisboa assim. Espero que os santos meteorológicos tenham piedade de mim e do meu desconsolo, ao ver-me debaixo dum céu cinzento e escrava de chapéus-de-chuva.

 

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Vão ver "The Age of Adaline"!

Andam sem ideias de filmes para ver no fim-de-semana? Vão ver The Age of Adaline, vão! Eu já o vi na semana passada, até já tinha escrito um textinho sobre ele, mas perdi-o ao formatar o tablet. É engraçado, porque também soube dele através dum outro blogue.

 

 

Pois então, o que me aconteceu foi ver o trailer no regresso a casa de sexta-feira (a outra que passou) e logo depois do jantar tive de declarar ditdura de televisão cá em casa e pôr toda a família a ver este filme pelo Wareztuga!

Posso ser um pouco suspeita, porque adoro a Blake Lively desde os tempos de Gossip Girl, mas acho que ela tem mesmo ar de menina dos anos 20. E depois, toda a ideia do filme, do fascínio que todos nós temos pelo mistério do tempo e do nevelhecimento... E a trama de amor, e o argumento e o enredo, e... só pelo trailer, ficamos logo com uma ideia do que se trata.

É claro que The Age of Adaline não é um filme todo XPTO, é "apenas" um filme romântico, bonitinho, mas a ideia funciona muito bem, nem que seja só para um sábado à tarde ou à noite, para aquecer o coração.

Fica a sugestão!

 

 

Socorro! Sou demasiado nova para tanta ambição!

Por vezes, esqueço-me que tenho (apenas) 18 anos. Sei lá, acho que já tenho demasiadas responsabilidades para alguém da minha idade ou que já atingi o suficiente para preencher uma vida alheia com tantas experiências. E não digo que toda esta situação seja má, muito pelo contrário - acho-a óptima. Sou tão feliz e tenho tantos projectos e ideias em mente que nunca, mas nunca páro. Estar sempre a mil pode parecer péssimo para algumas pessoas, mas para mim é o recomendável. Cada vez que posso descansar, estranho. Tenho de manter a cabeça ocupada constantemente e ter algo para fazer a todo e qualquer instante, ou fico meia desorientada. Como é que vou coleccionar tantos sonhos numa existência humana tão curta??? A única coisa de que jamais abdicarei serão as minhas sete horas e meia de sono por dia; aos fins-de-semana, têm de ser nove. Raramente bebo café e vou ao ginásio. Só tenho saudades de escrever mais sobre um tema à minha escolha, aqui no blogue ou noutro sítio qualquer, só por escrever. Cada coisa a seu tempo, não é verdade? 

O tempo perguntou ao tempo quanto tempo o tempo tem, o tempo respondeu ao tempo que o tempo tem o tempo que o tempo tem - mas o meu tempo parece ter mais tempo do que o vosso, just sayin'...

Um dia, hei-de entender como é que há pessoas que são capazes de abdicar de uma boa noite de sono porque precisam de estudar ou de fazer trabalhos, e que, por vezes, se afogam em café e bebidas energéticas para manterem a concentração. Encharcam-se neles, assim sem mais nem menos.

Portanto, ou o meu curso é muito fácil, ou eu sou pouco exigente, ou os outros é que estão em cursos destinados a formar pequenos génios, ou eles é que têm objectivos muito elevados. Porque a probabilidade de eu dormir menos do que seis horas e meia por noite para pôr os assuntos da faculdade em ordem é praticamente nula – e isto está a ser escrito pela pior gestora de tempo que poderão conhecer, que se distrai constantemente! Nem enquanto tive de trabalhar e estudar em simultâneo me permiti cometer tal atrocidade para com o meu cérebro.

Sabem… é que o meu cérebro precisa realmente que eu durma, senão põe-se a fazer birra e faz com que eu ande, involuntariamente, a dormir durante o dia aquilo que me recusei dormir à noite. Basta não dormir, pelo menos, sete horas por noite, para que ele me chague a paciência e me condene a comportar-me como um zombie até lhe fazer a vontade.

O meu método é ir dormir o mais cedo possível. A partir das oito da noite, principalmente depois do jantar, a minha mioleira fica dormente e qualquer actividade que implique um esforço mínimo da sua parte é rejeitada. Fico em branco. A partir dessa hora, até a Casa dos Segredos se torna um programa altamente problemático de acompanhar. Deste modo, chego a adormecer constantemente antes de o telejornal acabar, nem que seja no sofá.

Na manhã seguinte, levanto-me cedo. São raras as ocasiões em que acordo depois das oito ou nove horas. Até ao almoço, os meus recursos intelectualóides encontram-se no pico da sua actividade, fazendo deste período do dia o mais propício para estudar ou para fazer trabalhos. Assim, resta-me fazer revisões e ir às aulas à tarde, dormir à noite e… acabou-se! Em suma, prefiro dormir e ter notas menos boas, do que não dormir e ter… - esqueçam, eu nunca teria boas notas sem dormir!

Ora, tenho sabido de imensa gente, entre amigos e conhecidos, que é capaz de fazer directas, como se permanecer uma noite em claro fosse algo completamente normal e absolutamente aceitável! Credo, minha rica sanidade! Apesar de regadinhas com cafeína a litros e outros estimulantes para isto e para aquilo, como é que estas criaturas serão capazes de enfrentar as aulas e, até, a vida social??? Digam-me, gente… Como? Se eu já me vejo grega, troiana, romana, banana, para sair da cama com oito descansadas horas de sono, pergunto-me qual será o segredo de quem nem de metade usufrui. Está bem, raramente bebo café, nunca gostei de outras bebidas que não fossem refrigerantes e néctares sem gás e o único suplemento vitamínico que tomo é para fortalecer o cabelo e as unhas, maaaaaas… Vá lá, mesmo quando ataco um ou dois cappuccinos duma vez, acabo inevitavelmente a cair para o lado antes das onze da noite!

Assim sendo, expliquem-me, criaturas que estudam seja o que for e que não se importam de não dormir o que o vosso corpo pede que durmam, por que é que vocêses têm tanta falta de tempo, apesar de parecerem todos tão organizadinhos? De quem é a culpa? Vossa? Dos bichos de mil-cabeças que são os vossos cursos? Da pressão dos vossos pais, da pressão dos professores, da pressão da sociedade e do mercado de trabalho? Agradecia esclarecimentos, porque começo a pensar que sou a única universitária a não estudar mais de três horas por dia e a manter os seus hobbies mediocremente em activo, sem precisar de abdicar de um satisfatório horário de descanso.