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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Olá e adeus, estou mesmo de saída!

Eu bem quero escrever acerca dos livros que tenho lido e comprado, lindos e maravilhosos, umas autênticas pechinchas. Eu bem quero escrever acerca de piadas e curiosidades da vida de todos os dias. Eu bem tento arranjar um espacinho na minha disponibilidade psicológica para estas vontades e quereres, mas não consigo. É muito difícil não sentir o chamamento do blogue.

Por outro lado, está tudo bem. Tem estado tudo mesmo muito bem. Continuo a ter o melhor namorado do mundo, os melhores amigos do planeta, uma família de gritos, a faculdade está lá no sítio, tenho muito trabalho, muito para estudar... Só que tenho tido poucas palavras, pelo menos para escrever aqui.

Na tentativa de colmatar a minha ausência por terras procrastinadoras, aqui seguem alguns textos mais informais que escrevi no mês passado a título não pessoal, mas sim - digamos - profissional, para os blogues dinamizados pela própria empresa:

  1. 5 dicas fundamentais para se tornar num bom aluno
  2. Procura um telemóvel novo? Experimente um Android!
  3. Porquê criar um blogue? Eis algumas razões...
  4. Quais os benefícios de praticar desporto? E onde posso praticá-lo?
  5. (Apenas) 5 breves vantagens se gostar de ler livros
  6. 4 razões para visitar um museu em Lisboa

 

Tenham um bom fim-de-semana e não me odeiem! Ah ah ah!

(Depois digam-me o que acharam dos textos acima mencionados, pode ser?)

o parque

                 Perto do sítio onde tenho aulas de Francês, existe um parque, colocado ali, no meio dos prédios e das estradas, ruas, do tráfego automóvel. É como uma ilha verde dentro da cidade. Tem muitas árvores velhas, altas e grossas, uma zona arrelvada com muita luz, outra mais resguardada, brinquedos para as crianças se divertirem e uma área afagada pela sombra dos choupos, com vários bancos largos, de madeira. É aí que estou sentada, neste momento, admirando o ambiente que me rodeia.


                A quantidade de verde insiste em distrair-me da escrita, apelando à minha atenção. Não vejo céu; só vejo as copas das árvores, tanto lá em cima como no meu caderno, recortando a luz do sol que nele incide. À minha frente, os arbustos compõem a paisagem. Reparo que, nos limites entre o parque e o resto da cidade, plantaram palmeiras, daquelas altas e de tronco fino.


                O chão, quando não é relva, é calçada, que as raízes das árvores vão levantando, tornando-a irregular, propícia aos tropeções de pessoas mais desastradas, como é o meu caso.


                Trrr, faz o triciclo de um menino que passa perto de mim, acompanhado pelo avô, suponho eu. Ah, não. Afinal, é uma pequena bicicleta, com uma rodinha de apoio em cada lado, não um triciclo. Olhem… um menino loirinho que passeia com a sua mãe, uma rapariga relativamente jovem, talvez na casa dos trinta e poucos, grávida. Ambos riem, principalmente o pequeno.


                O vento sopra e puxa-me os cabelos para trás. Ao longe, avisto um pombo. Consigo ouvi-lo arrulhar, do sítio onde estou. E aparecem mais dois, quais desavergonhados, que se exibem junto dos meus pés.


                O senhor idoso que tem estado sentado no banco do lado esquerdo do meu levanta-se e vai sentar-se noutro, mais longe. Aposto que a culpa é do casal da minha idade que conversa do outro lado. Estarão a exagerar nos carinhos, a ter conversas “impróprias” para a mentalidade do pobre senhor ou será, afinal, culpa do sol, que ameaça romper o tecto de folhas das copas?


                Infelizmente, chega a hora de partir. Voltarei cá para a semana ou noutro dia, certamente. Gostei do modo como este parque desperta os meus sentidos. Mas, por agora, resta-me correr para a aula.


Nota: escrevi este texto hoje à tarde, antes da minha aula de Francês, como é referido.

"porque o amor existe e é mais simples do que pensamos"



Sê cautelosa, claro, não te jogues logo de cabeça. Mas acredita que ainda existem bons homens por aí. E o mais importante: nunca guardes aquilo que sentes.
Diz-lhe, mesmo que não fiquem juntos. Mas se gostas, se gostas realmente, luta até ao fim e faz tudo o que puderes para ficar com ele. Se não conseguires falar, olha, faz como eu, escreve. Se sentes, mostra. Deixa-o seguro e coloca-te segura... "

eu quero, posso e mando

Eu sou fixe,


Eu sou baril!


Sou quem te lixa


E te põe a mil!


 


Sou inconstante,


Importante governante


Na minha land


Conhecida (e bem irritante!)


 


E bastante porcaria eu escrevo!


Por vezes, digo o que não devo...


Mas também sei controlar


Os instintos parvos e calar.


 


Meto as amizades em primeiro,


Sem delas me esquecer!


Quando, um dia morrer,


Até lhes deixo o meu dinheiro!


 


Porra!, mas eu sou pobre!


Falida, tesa; porém, tão nobre!


Até poderia ser generosa,


Caso fosse tipo... famosa.


 


Devia era ir dormir - 'tou que nem posso!


A esta hora, ainda publico coisas estranhas,


Bué overpowered, like a boss!


E este blogue continua às aranhas.


 



Beatriz Canas Mendes


 


(...to be continued...)

peculiar

   Fico ressentida quando não há um olhar sorrateiro ou um adeus prolongado. Cai o Carmo e a Trindade quando algo parece não ter sido dito. Espero eternamente pelo gesto que jamais acontecerá ou pelo momento ideal para mudar algo inalterável, enquanto o tempo vai passando e as oportunidades vão surgindo e fugindo, num jogo inconsistente, insistente e persistente de sentimentos e ressentimentos.


 


   Não é dor. Não dói, não queima, não mata, mas mexe. Porquê? - não sei. Tal incógnita mantém a chama acesa e água alguma a apagará. O vento que fustiga o lume só o ateia contra a lenha, envolvendo as farpas em fogo forte, consumindo a madeira até o último toro se ter tornado cinza.


   Porém, quando durmo ao relento, não tenho frio. Haverá sempre uma brasa incandescente, insistente, persistente que me manterá viva e estará do meu lado, contra todas as geadas de Inverno, tempestades e, até, Eras glaciares. Terei as mãos frias, mas, o coração... esse permanecerá quente.

chamem-me insensível

   Não se tem lido nada de jeito por aí. Há falta de temas interessantes, há falta de humor, há falta de jeito para escrever. Sim, os blogues servem é para se mandar tudo cá p'ra fora e blá, blá, blá, mas não entendo como existem bloguers com mais de cem seguidores e que só escrevem porcarias como "desculpem não ter vindo cá actualizar isto, mas tenho tido muitos exames/testes/piolhos, por isso não tenho tido tempo". WHO GIVES A F*CKING SH*T?! GET A LIFE! FOREVER ALONE! LIXO! No entanto, parece que MUITA gente se preocupa. AINDA PIOR!


   Por favor, escrevam coisas engraçadas, piadas, anotações, opiniões pessoais sobre livros, sobre filmes (e não me refiro ao Amanhecer!), sobre o que os vossos vizinos de cima fizeram toda a noite, sobre a dentadura da vossa avó... WHAT ELSE?! A lamechice já me aborrece, entedia-me de morte e, por muito que procure, não consigo encontrar nada que me satisfaça a curiosidade e reaviva em mim aquela vontade incontrolável de clicar em "seguir" ou "ver perfil".


   Bem me parecia que a crise também era criativa.

um princípio *

   " Do terraço da minha casa, consigo ver o pôr-do-sol. Vou para lá, sempre que me sinto sozinha – a luz é a minha companhia. Observo o sol a descer sobre a orla do horizonte, criando a ilusão de que se desloca, todos os dias, a toda a hora, à nossa volta.


   Até as estrelas nos tentam iludir, penso, afastando a poeira do assento da cadeira de praia e sentando-me lá, observando o céu onde predomina um fundo cor-de-rosa berrante cheio de laivos laranjas e avermelhados. O amanhã promete calor, decerto.


   Os últimos dias de Junho têm sido os mais quentes de que me lembro, desde o início do ano e, todas as noites, sou obrigada a afastar as cortinas e os vidros para que a brisa nocturna me afague, durante o sono. O ar saturado raramente dá tréguas e dou por mim a virar-me na cama até meio da madrugada, quando, por fim, a atmosfera consegue arrefecer.


   Ainda que o calor seja praticamente insuportável fora de casa, ver o pôr-do-sol tornou-se algo de que me vejo incapaz de prescindir. De certa forma, acalma-me e fascina-me, até, como pode a Natureza deliciar-nos com tamanhos fenómenos artísticos. Já antes tentei retratar o pôr-do-sol em aguarela, lápis de cera, de cor ou de óleo, mas nunca consegui captar a emoção que me é transmitida todas as tardes sob uma aura mágica. Nenhum artista, por muito dotado que seja, conseguirá, alguma vez, reproduzir um perfeito pôr-do-sol, quanto mais uma mera estudante de Artes, como eu, tão inexperiente, não só na pintura, mas também na vida.


   A seguir, desperta o anoitecer, tal como todos os sons da noite. Cigarras a cantar, pequenos gafanhotos aos saltos, mochos e corujas piando incessantemente e a aragem a rasar a vegetação.


   Em grande parte, eu revejo-me neste cenário pacífico. Foi aqui que cresci, numa pequena vila, em casa dos meus tios. Na pequena casinha à beira da estrada, vivem eles, eu e, por vezes, as minhas primas mais velhas, que voltam à casa dos pais sempre que a vida lhes permite. Vivem ambas no estrangeiro e só nos visitam pelas Festas e no Verão, se é que encontram condições para isso.


   Por fim, já as nove horas vão longas, o céu escurece totalmente. Concentro-me em absorver a energia do momento, fechando os olhos e ouvindo o silêncio. Não se ouvem carros, não se ouvem conversas, não se ouve nada, excepto a noite em si.


 


  Sonhei que pintei o pôr-do-sol no horizonte, depois de adormecer a imaginá-lo, mais uma vez. Onde terá o Criador encontrado aquelas cores magníficas, magnificentes e belas? Cheguei à conclusão de que o problema reside em não existir paleta alguma que se compare à dele. "






* pedido pela Free Soul