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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

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Oh no, he's a man!

O moço continua com ar de sonsito-mor, mas agora já se parece mais com um homem a sério e não com um unicórnio bebé.
Inevitavelmente, as pessoas crescem e ficam com este ar adultó-finório. Nem todos se podem dar ao luxo de ser estrelas de uma campanha publicitária da Dior, é verdade, só que isto deve ser coisa de gente que nos lança olhares esgazeados muuuuito profundos e sem qualquer significado, preferencialmente aqueles que já foram vampiros noutra vida (ou noutro filme).
Ah! E ainda há mais: Mr. Robert Pattinson está, de facto, a crescer. [Alegadamente] lá se desembaraçou do par de cornichos com que a maravilhosa e extremamente expressiva e elegante Kristen Stewart o havia presenteado, ganhou juízo e, como menino crescido que é, arranjou uma namorada nova.
É filha do Sean Penn e, o Robert é que sabe, pode ser que o futuro sogro lhe faça um jeitinho e o ajude a progredir na carreira, que isto em família é que acaba bem. A rapariguita, de seu nome Dylan, também não é naaaada de se deitar fora (está-lhe nos genes, digo eu). Veredicto: Approved!

Say what?

Apesar de não ser das bandas que mais ouço, sempre gostei muito dos Green Day. Penso que tiveram os seus altos e baixos mas que, nos últimos anos, têm mostrado ter alcançado a maturidade musical. O estilo de canções que criam não é demasiado agressivo, nem demasiado suave, tem boas letras e melodias, a voz do Billie Joe Armstrong é singular e existe coesão entre todos os temas e, atrevo-me a dizer, todos os álbuns (baseando-me nos que conheço, pelo menos).
Hoje, quando mudei para a MTV Music (aquela que transmite videoclipes 24 horas por dia, ao contrário da decadente MTV Portugal), apareceu-me o seguinte:


A minha reacção instantânea: "O QUÊ?! GREEN DAY E TWILIGHT?! ESTÁ TUDO MALUCO?!"
Não me censurem. Não desgosto de Twilight, mas... por favor, não me contradigam quando digo que não poderia existir no mundo uma mistura menos previsível. Se ontem me tivessem dito que a nova música dos GD fazia parte da banda sonora do Amanhecer, parte II, eu mandá-los-ia dar uma voltinha ao bilhar grande com um valente olhar de reprovação - estariam doidos? Ah, como se fosse possível. Mas foi... E não digo que tenha sido uma má estratégia de marketing, apenas me sinto confusa quanto a este "casamento" improvável. Depois disto, só falta a Tina Turner e a Cher começarem a contribuir para as bandas sonoras de filmes como Die Hard ou Velocidade Furiosa.

Harry Potter... e Twilight (se eu parasse de escrever sobre Twilight é que seria fixe)

Existem por aí páginas de fãs da saga Harry Potter que fazem crer que somos (sim, eu também sou fã incondicional do Harry Potter - e muito! - caso ainda não tenham dado por isso) completamente contra a saga Twilight, encarando-a como "o inimigo". Portanto, da minha parte, quero já esclarecer esse mal entendido.
Eu acho imensa piada à rivalidade entre sagas, mas não a alimentarei, até porque Harry Potter é bem melhor que Twilight, em todos os aspectos - não me censurem pela minha opinião! Desde a criatividade de todo o enredo, incluindo a criação de um mundo totalmente novo e original, com um vasto número de personagens, todas elas genialmente criadas, com personalidades coerentes e com quem não só nos identificamos como poderiam tratar-se de uma pessoa qualquer do mundo real (acrescentando o facto de que andam numa escola de magia toda marada e, ao mesmo tempo, combatendo um vilão teimoso que nem cornos), até ao sucesso que se perpetuará por gerações, como um verdadeiro culto, passando pela diversidade de idades dos seus fãs, constituindo uma história intemporal que contempla a sensibilização para a importância de um sem número de valores morais, como um bom conto deve contemplar, o Harry Potter bate o Twilight aos pontos. Este último, parece-me, é somente algo temporário para uma grande quantidade de seguidores. Acredito que terá marcado muita gente, inevitavelmente, mas, para a maioria, não creio que será lembrada durante tanto tempo quanto, segundo os meus cálculos primários, o Harry Potter permanecerá "vivo". O Twilight foi criado mais a pensar num público específico, o que tanto pode ser um benefício como uma desvantagem. Além disso, não vejo que o carácter das personagens, o enredo ou até a qualidade literária sejam grande espingarda. Sim, é uma saga fixe, com que nos podemos identificar e para onde poderemos desejar escapulir-nos de vez em quando. Ainda assim, existe um je ne sais quoi de excepcionalmente brilhante no mundo potteriano que será difícil alguma saga superar.
Conclusão: aprecio Twilight, venero Harry Potter e não compreendo por que razão haveriam de ser rivais nesta coisa dos romances em série adaptados cinematograficamente.

A demonstração do que acontece com a saga Harry Potter...
... e um dos meus exemplos preferidos da dita rivalidade.

TWILIGHT (outra vez?!)

Ainda não fui ver o Amanhecer - parte II. Não digo que seja algo de estranhar pois, como já mencionei diversas vezes, a maluqueira já me passou há um bom par de anos e, neste momento, tenho outras prioridades (escola, escola, escola, blogue, escrever, escola, escrever, blogue... escola). No entanto, o mais estranho é que talvez essa não seja realmente a desculpa mais acertada. A verdade é que não arranjei uma única pessoa, um único mártir, um único cabeçudo que se oferecesse para me fazer companhia, excepto a minha melhor amiga - mas ela já foi vê-lo com o namorado e não a faria desperdiçar dinheiro, por muito boas que sejam as suas intenções - e o meu próprio namorado - que eu seria incapaz de arrastar para uma sala de cinema com o intuito de o fazer desembolsar 6€ para, na volta, passar duas horas a ouvi-lo tecer comentários de escárnio às "fadas pálidas e brilhantes com dentes afiados" (esta é para ti, Edward Cullen cinematográfico), transtornando a minha despedida da parte mais deprimente da minha adolescência (aquela em que eu ainda não havia entrado em contacto com literatura decente). Contudo, desculpas à parte, acho que vou antes esperar que alguém consiga encontrar o filme na Internet ("sacar") ou, no mais extremo dos casos, que saia em DVD e, com muuuuita sorte e algum milagre financeiro, eu o consiga adquirir. Não hei-de morrer por isso.

TWILIGHT - sobre os pobres dos namorados que sofrem à custa do sonho da Stephenie Meyer

Estreia hoje o último filme da saga "Crepúsculo", ou seja, "Amanhecer, parte II". Graças a este acontecimento, milhares de rapazes/homens serão levados a testar os seus próprios limites de lamechice e paciência, de modo a poderem acompanhar as suas namoradas, potenciais candidatas a namorada, mulheres ou amigas ao cinema, porque elas gostam de ter companhia para apreciar as capacidades de sedução do Edward Cullen (interpretado pelo mais que famoso Robert Pattinson) ou o corpanzil do Jacob Black (dispensando apresentações, Taylor Lautner), rebaixando-os e questionando-se, nem que seja intimamente, "por que é que tu também não podes ser como eles?". Se eu pertencesse a esse grupo de pobres sacrificados, a minha resposta seria "porque eu sou real e vim contigo ver esta porcaria de filme, logo, sou muito melhor que esse bando de panhonhas ficcionais!". 

Claro que ir ver um filme direccionado para o público feminino adolescente não faz parte da lista de coisas mais perigosas e indesejáveis de se fazer, o que não invalida que o esforço dos rapazes que se submetem a tal suplício não seja de mérito. Devem haver por aí miúdas bastante satisfeitas por terem o namorado do seu lado enquanto vêem o que leram anteriormente nos livros materializar-se na tela, disso não tenho dúvidas.

Ainda assim, acho que me custaria imenso levar um namorado ou amigo para qualquer uma das cinco guilhotinas do "Twilight", numa sala de cinema cheia de miúdas de doze anos com as hormonas aos saltos, aos gritinhos, mesmo que ele se voluntariasse. Sentir-me-ia algo culpada pelos 6€ que o faria gastar no bilhete, dinheiro esse que poderia investir, por exemplo, na minha prenda de Natal. Há ocasiões em que devemos escolher bem a nossa companhia, não é verdade?

Cá para mim, penso ser muito mais inteligente levar uma data de amigas estridentes e com quem possa discutir o quão já admirei a saga e o quão pouco familiar ela me parece agora, apesar de estar curiosa acerca da adaptação cinematográfica e não desgostar da trama emocional envolvente.

Da minha parte, boa sorte aos mártires que se sacrificam perante tanta vampiragem deslavada e canídeos bem constituídos! Que a vossa vontade de agradar seja devidamente justificada! (Nem que seja pelo decote da Kristen Stewart naquele vestido azul.)

 

TWILIGHT - sobre os pobres dos namorados que sofrem à custa do sonho da Stephenie Meyer

Estreia hoje o último filme da saga "Crepúsculo", ou seja, "Amanhecer, parte II". Graças a este acontecimento, milhares de rapazes/homens serão levados a testar os seus próprios limites de lamechice e paciência, de modo a poderem acompanhar as suas namoradas, potenciais candidatas a namorada, mulheres ou amigas ao cinema, porque elas gostam de ter companhia para apreciar as capacidades de sedução do Edward Cullen (interpretado pelo mais que famoso Robert Pattinson) ou o corpanzil do Jacob Black (dispensando apresentações, Taylor Lautner), rebaixando-os e questionando-se, nem que seja intimamente, "por que é que tu também não podes ser como eles?". Se eu pertencesse a esse grupo de pobres sacrificados, a minha resposta seria "porque eu sou real e vim contigo ver esta porcaria de filme, logo, sou muito melhor que esse bando de panhonhas ficcionais!". 


Claro que ir ver um filme direccionado para o público feminino adolescente não faz parte da lista de coisas mais perigosas e indesejáveis de se fazer, o que não invalida que o esforço dos rapazes que se submetem a tal suplício não seja de mérito. Devem haver por aí miúdas bastante satisfeitas por terem o namorado do seu lado enquanto vêem o que leram anteriormente nos livros materializar-se na tela, disso não tenho dúvidas.


Ainda assim, acho que me custaria imenso levar um namorado ou amigo para qualquer uma das cinco guilhotinas do "Twilight", numa sala de cinema cheia de miúdas de doze anos com as hormonas aos saltos, aos gritinhos, mesmo que ele se voluntariasse. Sentir-me-ia algo culpada pelos 6€ que o faria gastar no bilhete, dinheiro esse que poderia investir, por exemplo, na minha prenda de Natal. Há ocasiões em que devemos escolher bem a nossa companhia, não é verdade?


Cá para mim, penso ser muito mais inteligente levar uma data de amigas estridentes e com quem possa discutir o quão já admirei a saga e o quão pouco familiar ela me parece agora, apesar de estar curiosa acerca da adaptação cinematográfica e não desgostar da trama emocional envolvente.


Da minha parte, boa sorte aos mártires que se sacrificam perante tanta vampiragem deslavada e canídeos bem constituídos! Que a vossa vontade de agradar seja devidamente justificada! (Nem que seja pelo decote da Kristen Stewart naquele vestido azul.)