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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

O trabalho, o tempo, a produtividade e o capital (entre outros)

Quando decidi estudar Línguas e Humanidades na escola secundária, ouvi muitas vezes a ameaça-feita-pergunta "que emprego é que vais ter? Professora?" seguida de sugestões de cursos muito mais proveitosos, como ir para Economia e depois tirar Finanças ou Gestão na universidade, tornar-me solicitadora ou vir a trabalhar numa multinacional tipo Deloitte e ganhar dinheiro (muiiito dinheiro, pelo menos mais dinheiro do que se me tornasse, Deus nos livre, professora).

 

A ditadura do capital e da produtividade esteve presente na minha vida desde cedo. Sempre que expressava as minhas inclinações mais criativas, literárias e artísticas, era incentivada, mas não se isso me impedisse, por exemplo, de seguir Direito, ou mesmo Antropologia, as últimas tentativas de argumento do meu pai. "Porque são disciplinas com nome, não são uma coisa inventada", como quem quer dizer que ficariam bem num currículo.

 

Felizmente, arranjei sempre maneira de fazer valer a minha licenciatura com cheirinho a artes liberais, o meu interesse pelas letras, a minha paixão pela escrita, a minha recusa veemente em ter a cabeça a prémio no jogo da empregabilidade. Apesar de o objectivo inicial ter sido o jornalismo, em breve percebi que a profecia alheia era mesmo uma das minhas paixões: aos 21 anos, fiz-me professora sem dramas ou espinhas, porque, acima de tudo, fui proactiva, fui esforçada, trabalhei,  estagiei e fiz formação profissional durante a licenciatura, e tive boas notas que me puseram um pé na porta nalgumas situações.

 

Desde a infância, a geração dos millennials ouve a ladainha "é pelo teu bem" ou "é pelo teu futuro". A matriz cristã católica está bem enraizada nestas crenças, porque sofrer e fazer sacrifícios só pode ser igual a obter a salvação, ou sucesso. É isso que interessa. Claro que todos os pais querem o melhor para os filhos, mas por que tem de ser este "o melhor" que conseguem imaginar?

 

Hoje, estou em paz por ter decidido não carregar nenhuma cruz. Pessoas felizes são bem-sucedidas e rodeiam-se de pessoas bem-sucedidas - seja lá o que isso do sucesso possa significar.

 

Para mim, sucesso é ocupar-me do que me faz sentir útil e apreciada, não é ganhar montes de dinheiro, mas sim ter tempo, saúde mental e oportunidades de crescimento constante. Tive-o no meu primeiro e único emprego como leitora numa universidade em Banguecoque; quando voltei para Portugal, sempre soube que só o conseguiria nos meus termos se criasse o meu próprio emprego.

 

E assim foi. Não há dinheiro que pague o tempo que tenho para continuar sempre a estudar, a fazer trabalho criativo paralelo, coleccionar projectos profissionais simultâneos e decidir quando tenho férias (na verdade, acabo por ter menos dias de férias, mas isso é porque também posso ter meios dias de trabalho e outras regalias). Tudo isto, sem ter um esgotamento.

 

Para mim, ter sucesso é ter tempo para pensar, experimentar e criar - ou simplesmente não ser produtiva. É ter tempo para estar com as pessoas que amo, conhecer novos sítios, ler, escrever, passear.

 

A ditadura da produtividade é a melhor amiga da ditadura do capital, como se o ser humano só se concretizasse plenamente pelo seu volume de trabalho. E o que é esse trabalho? Muitas vezes, nada muito edificante, como contribuir para o fluxo de burocracia e entropia já existente. Parecer ocupado é o que mais interessa na sociedade que preza a produtividade, não é ocuparmo-nos de algo significativo.

 

Fica mal dizer-se outra coisa que não "tenho estado tão ocupada, que mal consigo respirar". Mais uma vez, temos de provar e alimentar o sacrifício diário. Claro que há pessoas ocupadas, eu mesma também passo por períodos mais cheios de trabalho (como nos próximos meses), mas estar ocupada é diferente de me fazer parecer ocupada.

 

Esta é apenas uma reflexão sobre o modo como vemos o mundo do trabalho. Gostava que as próximas gerações, ou mesmo quem se candidata este ano ao ensino profissional e superior, pudesse ver o seu futuro activo além dos títulos, das horas de trabalho, do prestígio e do dinheiro. Aviso-vos de coração: tenho amigos e colegas mais velhos que passaram anos e anos a trabalhar em indústrias e sectores que não lhes acrescentavam nada à vida, e que, chegados a uma certa idade, acabaram por repensar as suas prioridades, escolhendo o que deveria ter sido sempre escolhido: ser feliz e realizado.

 

Claro que o dinheiro é imprescindível: o bem-estar material precisa de estar minimamente assegurado para que outros objectivos surjam. Claro que o prestígio é importante, desde que seja aquele que nos motiva e permite continuar a evoluir.

 

Ainda assim, acredito que apareçam ambos na quantidade necessária como consequência de um sentimento de plenitude e preenchimento, de espírito de missão de que nos imbuímos quando descobrimos a profissão (ou profissões, ou ocupações) que nos fazem sentir que estamos a contribuir para o mundo da melhor forma, aquela que nos compete e melhor se ajusta, de acordo com os nossos interesses e talentos.

 

É com estas cores que vejo o mundo aos 25. Não digo que jamais mude de ideias, mas não custa ser idealista por um bocadinho.

 

***

 

A ler: How to Do Nothing, Jenny Odell

20 para 2020: acima de tudo, amor, conhecimento e livros

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Já estamos no quarto dia do ano e eu não escrevo no blog há vinte e sete. Regressei, mas não sem uma certa culpa de abandonar a prática da escrita, e do reconhecimento de quem gosta de ler o que se publica por aqui.

Recomecemos.

 

No ano passado, escrevi e disseminei por aí a lista "19 para 2019", ideia que pedi emprestada à Gretchen Rubin. Antes de 2019 terminar, cedi à curiosidade de a revisitar. Foi assim que concluí: excedi-me de formas que nunca imaginei. Claro que a maioria dos pontos relacionados com livros jamais teriam condições para ser concretizados, em doze meses tão ocupados e repletos de reviravoltas. Tive tantas decisões para tomar; doze meses que pensei que não teria energia nem engenho para transformar, mas afinal doze meses em que aconteceu o suficiente para valerem por trinta e seis. Jamais teria tempo para levar a cabo tanta leitura, porque jamais imaginei metade do que acabou por fazer parte de 2019.

 

Dito isto, 2019 foi o ano em que tive como nunca - e em que deixei de me preocupar com - impostor syndrome, porque fui eu que fiz acontecer tudo o que aconteceu e quem fez um esforço por conhecer as pessoas que conheci, por isso vamos lá deixar-nos de tretas! (Momento reservado para uma pequena dança da vitória desta que vos escreve.) Se me tivessem dito em Janeiro que iria abandonar o segundo mestrado, começar um terceiro, ter o meu local de trabalho, ir ao ginásio religiosamente todas as quartas-feiras, tirar quase dez formações, viajar com a minha cara-metade e fazer não só novas amizades, como também liderar um grupo de escrita... eu diria que era mentira, porque não é possível fazer isso tudo em 365 dias.

 

Além disso, destaco esta ideia: foram as pessoas as grandes culpadas do balanço positivo, apesar da minha narrativa pessoal se basear na crença de que sou um bocado bicho. Pela positiva, destaco duas pessoas (sem prejuízo para todas as outras, como a minha família e a família do João, a Inês, a Daniela, o Carlos, a Joana e o Rui). No início do ano, conheci a Elisa. A Elisa (que migrou ontem para os Blogs do Sapo) também se surpreende bastante quando os planos dela lhe correm bem, ou quando algo inesperado surge. Desde que a conheci, no encontro de Março das CreativeMornings Lisboa, sinto que os nossos caminhos se tinham mesmo de cruzar e que fazemos realmente a diferença na vida uma da outra. A Elisa é a parceira ideal e tem preocupações e objectivos que tocam nos meus. Esquece-se facilmente das suas próprias capacidades, mas vai fazendo e acumulando conquistas sem se dar conta. Além dela, destaco o João, que aparentemente nem sequer tinha muito a ver comigo (ele calmo e pragmático, estável; eu caótica e sempre a ruminar, sempre a mudar de ideias), excepto o facto de termos descoberto que fazemos um do outro pessoas muito melhores e mais felizes, e que partilhamos o mais importante, que são os valores e os desejos para o futuro, além da sensação discutivelmente pirosa de já nos conhecermos há muito mais tempo. Ora, estas duas pessoas marcaram 2019, por me fazerem acreditar que tudo é possível, se tivermos a companhia certa.

 

Este ano, ainda estou a fazer a minha lista "20 para 2020". No entanto, não poderei divulgá-la por completo no blog, uma vez que algumas das linhas contemplam planos surpresa com e para outras pessoas que lêem o meu blog. Mas... não poderia deixar de partilhar algumas partes.

Quero começar a aprender Latim ou Alemão.

Quero fazer duas viagens, uma delas à Tailândia.

Quero criar dois cursos presenciais e um online.

Quero terminar o mestrado executivo em Psicologia Positiva Aplicada.

Quero fazer um MBA em Gestão e Coordenação Pedagógica da Formação.

Quero passar a ir ao ginásio duas vezes por semana.

Quero comprar um computador novo.

Quero ver 30 filmes.

Quero conhecer três séries do início ao fim.

Quero ser contida e não comprar mais de 20 livros.

Quero continuar a escrever para o P3, pelo menos uma vez por mês. E para o blog todas as quinzenas.

(E quero ter tempo e dinheiro para concretizar tudo isto.)

 

Esta é uma das épocas do ano em que mais escrevemos sobre balanços e esperanças. É verdade que não funciona para toda a gente da mesma maneira, que há quem prefira ver os anos como uma linha contínua, mas cabe a cada um de nós adoptar os hábitos que mais lhe fazem sentido. Para mim, é este: há quem ache celebrar um novo ano lamechas; eu acho bonito e bem intencionado. Ter e partilhar objectivos é saudável, inaugurar ciclos permite-nos ganhar fôlego e expectativas renovadas. Assim sendo, também vos desejo um novo ciclo cheio de mais e melhor, com um rácio de positividade de 3 por 1, para que possam florescer (diz a Barbara Fredrickson e os outros entendidos da Psicologia Positiva). E prometo voltar a procrastinar mais, escrevendo com regularidade. Sobre livros. Possivelmente sobre livros.

 

Até breve.

O primeiro dia de aulas

Porque só tenho boas memórias no que toca a aprender. Porque a meio de Julho já não aguentava de entusiasmo pela aproximação a meados de Setembro. Porque fazer ou esperar pelos horários e pelo ritmo semanal que me esperava nos meses seguintes me faz falta. Porque o cheiro dos livros novos e as capas imaculadas dos cadernos acabados de comprar me deixavam adivinhar o momento em que iria começar a escrever neles. Porque o meu último regresso às aulas nesta altura já foi há quatro anos. Porque estudar e ir à escola ou à universidade é também uma actividade social de que tenho saudades. Porque foi na escola que vivi os melhores momentos da minha vida. Porque quero voltar a sonhar com o que ainda não aprendi, os professores com quem ainda não falei e os colegas que ainda não conheci. Porque há três anos lectivos que me falta uma data para marcar o início de um novo ciclo (a conversa da continuidade é engraçada, mas não há nada como a expectativa de poder começar - quase - do zero). Porque este foi apenas mais um dos 3 Verões - consecutivos - mais estranhos de que me lembro. Porque preciso duma rentrée mais suave, como antes.

 

Gostava de poder voltar a ter o primeiro dia de aulas na terceira semana de Setembro.

Feliz ano lectivo para todos! 🍀

Indo eu, indo eu... a caminho do segundo trimestre de 2019

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O segundo trimestre de 2019 começou hoje e eu já sei que vai ter de abarcar muita aventura. É como uma mala de viagem: no início não sabemos como, mas no final tem de caber tudo. Tanta coisa parece estar para acontecer ainda antes de o Verão chegar... Por exemplo - e entre outras mil coisas já na lista - hoje mudei-me para um espaço de co-working e foi o primeiro dia em que levei isto do trabalho por conta própria a 100%. Apesar de já o fazer informalmente há um ano, só nos últimos tempos é que tenho pensado em estratégias a médio e longo prazo para levar um negócio meu a bom porto. Tem de dar para mais do que pagar as propinas e a gasolina. Sinto que assumi um compromisso. Então, mas não sou eu a procrastinadora de serviço? Já dizia em 2014 que procrastino tarefas importantes com outras recém-criadas, uma prática obviamente saudável. Ainda em fase de experiências, estou optimista. No entanto, por hoje ter sido "este primeiro dia", parece que ainda nem é real. Ainda não tive oportunidade de assimilar esta pequena, grande alteração na minha forma de estar e pensar, mas lá chegarei.

 

Há cerca de duas semanas, também comecei a escrever no Ano 13. Não sei se é blog, se é site, se é ideia empreendedora ou lá o que os meus professores do mestrado lhe chamariam, mas sei que é algo que me tem feito repensar no que faço pessoal, profissional e academicamente. Ainda está muito incompleto, mas não me importo se lhe derem uma vista de olhos. Que tal?

 

E, depois, todo o buliço do mestrado, estágio, tese ou relatório. Novas ideias todos os dias, mais livros e artigos para ler, autores para descobrir. Entro em qualquer livraria, online ou física, e apetece-me encomendar ou trazer de lá metade da loja. Trabalhos para aqui, apresentações para acolá, e este semestre quase todos os seminários são sobre empreendedorismo e gestão e tudo parece feito para nos levar ao limite do entusiasmo, e eu sinto-me realmente entusiasmada, mas só espero ter energia, e estofo, e fôlego para tanta criatividade, e inovação, e ideias para (mais) negócios, e houvesse mais dinheiro, e horas em cada dia, e vontade de explodir, e vocês haviam de ver se eu não passava tudo do papel para a vida real.

 

Então, como podem verificar por este relato aproximado e apressado, ando um pouco ocupada e muito calma - maaaaas... nunca o suficiente para não tirar um curso em Stress e Relaxamento em Contexto Escolar. AH AH AH! Como diz a minha psicóloga (ou será que fui eu que pensei? ou ambas?), é fácil falar e dizer aos outros o que fazer; mais difícil é fazê-lo nós mesmos. Viva o desafio do que é humanamente possível!

 

O primeiro trimestre de 2019 já se passou. Também não sei como, mas acho que é um sentimento partilhado por algumas pessoas à minha volta. Não dei por nada, os dias correram. Será que o mesmo vai acontecer com os próximos meses? Quantas mudanças cabem em três meses, cerca de 90 dias? Quantas decisões importantes? Quantos compromissos inaugurados? Quantas oportunidades para alterar o curso dos eventos actuais? 

 

Vou dando notícias. Entretanto, se precisarem de aulas de Português ou Inglês em Lisboa, lembrem-se de que eu sou professora dessas línguas e que o meu escritório fica bem no centro da cidade, a cinco minutos de duas estações de Metro. Faço atenções aos leitores procrastinadores, sem códigos de desconto internéticos e tudo.

Alguns motivos pessoais e profissionais para tirar um mestrado em Portugal

O mercado de trabalho tem-se tornado cada vez mais competitivo. Já o tenho referido por aqui: uma licenciatura já não é suficiente em 2018, muito menos uma licenciatura pós-Bolonha, sem experiência ou formação adicional, o que é normal para um recém-licenciado.

 

Por isso, talvez tirar um mestrado possa ser uma boa ideia, pelo menos em Portugal. Há ainda outras opções, como investir em cursos profissionais ou de extensão cultural e académica, adquirir competências que complementem o que estudámos ou que nos facilitem a entrada numa área profissional que nos agrade (mesmo sem certificado, de forma autónoma e autodidata) e - não menos importante - apostar em projectos pessoais, incluindo aqueles que nem apresentam benefícios óbvios à partida. Escrever um livro, aderir a um desafio semanal ou mensal, aprender algo totalmente novo, criar um blogue, ir viajar sozinho, trocar ideias com desconhecidos no LinkedIn - o mundo é a nossa ostra!

 

No entanto, deixo-vos um par de impressões sobre o que me leva a continuar os meus estudos, motivos pelos quais é importante investir num mestrado para mim, em Portugal, neste contexto pessoal, social, económico, académico, profissional... Esta é apenas a minha experiência, mas talvez mais alguém se reveja nestas necessidades e objectivos que são os meus.

 

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 Faculdade de Ciências Humanas, Universidade Católica Portuguesa, onde já comecei o mestrado em Estudos de Cultura - Gestão das Artes e da Cultura (fotografia tirada por mim após a entrevista de admissão, há uns meses)

 

Em primeiro lugar, eu nunca tive dúvidas de que tirar um mestrado depois da licenciatura seria não um objectivo, mas uma simples realidade inegociável. Diz a sociologia que isto se pode dever ao facto de já não ser a primeira na minha família a frequentar o ensino superior, pelo que uma licenciatura e estudos pós-graduados sempre foram um dado adquirido desde que me lembro, nem que tivesse de me esfolar a trabalhar para pagar as propinas.

 

Mas foram "um dado adquirido" por óptimos motivos: acreditamos que a procura pelo conhecimento deve ser parte da nossa vida e que estudar durante vários anos é um privilégio do qual não devemos abdicar, nem que seja porque o conhecimento e a experiência são fontes de felicidade. Portanto, é nisto que eu acredito. Enquanto a minha vida familiar e profissional o permitir, tentarei chegar a tantos cursos, mestrados, doutoramentos ou qualquer outro tipo de formação contínua quanto humanamente possível.

 

Além disso, tirar um mestrado permite-me sair da minha zona de conforto, continuar a desafiar-me, não só pelo conhecimento proporcionado, mas também pelas experiências (como a Summer School, intercâmbios e todos os seminários, visitas e convidados, pelos colegas que ganhei, pelos professores e pela troca de ideias. Durante pelo menos dois anos, todos os dias terei algo para fazer e no qual me devo concentrar. Terei algo que exigirá motivação e trabalho.

 

Finalmente, sem a desvalorizar, vem a tal lista de vantagens profissionais para o desenvolvimento duma potencial carreira. Eu quero voltar a ensinar numa universidade, tal como fiz em Banguecoque, seja em Portugal ou onde quer que a vida me leve, por isso é óbvio que preciso de, nomeadamente, acumular graus académicos, publicações e... contactos. No entanto, seja como for, tirar um mestrado em Portugal é um percurso comum para quem pretende especializar-se nalguma área ou expandir os seus conhecimentos num domínio diferente. Um mestrado ou uma pós-graduação constituem complementos à nossa formação de base e, enquanto complementos, não são absolutamente indispensáveis, mas poderão abrir-nos algumas portas adicionais.

 

Para mim, tirar este mestrado ou o que ficou a meio depois de ter regressado a Portugal (e que conto terminar algures no futuro a médio prazo) representam uma certa expansão dos meus horizontes a vários níveis. Em geral, é isso que quero partilhar convosco.

 

Sim, um mestrado pode ser um fardo nas finanças pessoais e na vida social. É um compromisso. É mais uma responsabilidade mais ou menos acessória, principalmente quando acumulada com outras já existentes. Ainda assim, é uma aventura. Num par de anos, aquelas três novas linhas no currículo não serão só essas linhas, serão mais um conjunto de histórias, memórias e conhecimentos ganhos a muito custo, mas que, digo eu, nos saberão a mel. 

 

O que acham? Por agora, estou bastante confiante. Sei que vai ser difícil, que vou perder muitas horas de lazer, estudar e trabalhar ao mesmo tempo, ter muitos dias de cão, longos e esgotantes, mas sei que não os trocarei por nada daqui a um tempo.

 

O denominador comum para todos deveria ser a seguinte premissa: façam-no com gozo, se estiverem suficientemente convictos dos benefícios que um projecto desta envergadura traz, e se conseguirem reconhecer tanto aquilo de que vão abdicar quanto lucrar. Em caso de dúvida, o melhor é sempre tentar,  não é? E o conhecimento não ocupa lugar.

Não tenho cá procrastinado

Perdoem-me os dois ou três leitores habituais a falta de assiduidade na procrastinação blogosférica. Há fases assim. Felizmente! Nem blogue, nem Instagram, e Facebook reduzido. Ainda se escapa o Goodreads. Também já passei por algumas fases excessivas, mas, de facto, sinto falta de escrever aqui com mais regularidade. Na verdade, até tenho escrito alguns textos, mas ou os deixo a meio, ou serão publicados nos próximos dias (viva!).

 

Começo o meu mestrado na segunda-feira. Finalmente sinto alguma estabilidade pseudo-profissional - aliás, trabalho não me falta e já o começo a recusar quando aparece mais. Dum ponto de vista pessoal, têm-me acontecido coisas estupendas. À maioria dos meus amigos também. Tirando um ou outro desgosto ou imprevisto desagradável, não mudaria nada. Gente querida e feliz à minha volta. Livros. Desafios. E o tempo que vai voando quando estamos bem.

 

Piroseiras de quem está naquela altura do mês... Não me liguem, mas eu hei-de voltar melhor na próxima vez.

 

Bom fim-de-semana! 

Texto à caloira que eu fui

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Minha cara, vou já adiantar que "está tudo bem". Dentro dos possíveis, irias ficar abismada com o que te aconteceu na última meia década. Não sei se to deveria ter dito, mas não quero que fiques a pensar na morte da bezerra, que não ficas, mas há de chegar o momento em que não vais saber para onde te virar e em que te questionarás acerca das opções que se te apresentam. Ainda por cima, nao é como se fosses realmente receber este texto, por isso não faz mal revelar uma ou outra profecia de meia-tigela.

 

Vejamos: está tudo bem. Escolheste bem, mais imprevisto, menos imprevisto. Do teu lado, tiveste quase sempre pessoas maravilhosas, que te deram uma mãozinha sempre que possível, que te proporcionaram aconchego, segurança, liberdade, espaço para cresceres. Tiveste que trabalhar imenso, fazer-te valer das tuas próprias competências, conhecimento, optimismo incurável e grandes doses de estupidez natural, tiveste que provar o teu mérito vezes sem conta, frequentemente sentiste que não andavas a viver a vida duma pessoa da tua idade, mas também tiveste alguma sorte e pudeste colher os frutos desse esforço contínuo.

 

Há sensivelmente cinco anos, comecei a minha licenciatura. Aí estás tu.
Não sei qual a origem da enorme admiração do pai quanto ao facto de ter ido para Letras. Com o ISCTE e a FDUL mesmo à frente, por que raio não queria eu ser uma jornalista com formação de base num qualquer eito ou logia, em vez duma jornalista com uma formação de base genérica e confusa?! Ciências da Cultura, o que é isso?

 

Cinco anos depois, continuo sem conseguir explicar mais do que "estudei línguas, cultura, literatura, história, linguística e comunicação social, tudo num".

 

No entanto, sei muito bem que foi o melhor que eu tinha a escolher na altura. Fizeste bem em escolher a licenciatura da qual mais gostavas e não a mais conveniente, listada em rankings, com o título mais sintético. Tu, bicho irrequieto, que ainda pretendes fazer mais do que "uma coisa" na vida profissional, que lês desordenada e desconcentradamente, com hábitos de trabalho e enriquecimento pessoal desgovernados, terias sido - e eu ter-me-ia tornado - muito menos feliz. E tu sabe-lo, também. Já te conheces de modo a estar consciente do quão irrequieta a tua mente é.

 

O que interessa é que aprendeste imenso, sem te sentires consumida. Tiveste professores que te inspiraram e moldaram - ou agitaram - o pensamento, as crenças, os gostos, alguns dos quais ainda na tua lista de contactos. Por causa do trabalho desenvolvido por eles, chegarás à conclusão de que o jornalismo pode não ser para ti e confirmarás que o ensino deve ser a tua maior vocação. E mais: terás acesso a uma biblioteca maravilhosa onde passarás momentos de satisfatória procrastinação, mas onde também darás por ti a pensar na vida e, surpreendentemente, a ser produtiva.

 

Beatriz, continuas sem perceber claramente como é que a cultura, as línguas e os livros se vão tornar o teu ganha-pão para o resto dos teus dias, mas tens dado a volta ao assunto uma e outra vez. Por agora, tens conseguido. À tua volta, alguns amigos começam igualmente a fazê-lo, o que prova que aquelas conversas aborrecidas sobre a falta de oportunidades, sustento e dignidade nas ciências sociais e humanas, em que muitos te engoliram a paciência durante muitos anos, foram apenas inúteis e desagradáveis.

 

E não nos esqueçamos dessas pessoas que vais conhecer nos próximos dois ou três anos, graças a esse finca-pé de teres insistido em estudar Letras! Apesar de a tua vida social futura ser reduzida, vais fazer grandes amigos. Poucos, mas bons. Provavelmente, conhecerias outros amigos, noutras circunstâncias, mas... não seriam estes, que tanto adoras.

 

Está tudo bem, e vais gostar bastante dos próximos três anos - caóticos, trabalhosos, enriquecedores. Boa sorte!

 

P.S.: daqui a duas semanas vais ser despedida do call-center. Ups.
P.S. 2: não vais gostar da praxe.

Planos e (muitos) livros para Setembro

Por aqui, parece que este ano tem sido feito de começos e recomeços. Sucedem-se uns aos outros, por diferentes causas e motivações, formais ou ocasionais, e este blogue vai relatando-os ou, pelo menos, assinalando-os o melhor que consegue.

 

Chegada a Setembro, sei que este mês será um marco inicial para novos ciclos. Ainda agora estamos a terminar a primeira semana, e já é possível prever que Setembro vai ser um mês cheio, e em cheio - para mim e para os que me rodeiam. Aliás, tem tudo acontecido, a toda a gente, ao mesmo tempo. Agosto foi prenúncio, Setembro é o início.

 

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Começo por vos apresentar os livros que quero ler em Setembro. Que quero ler, sublinho, não significando que o consiga fazer. Já estou a meio de alguns, pelo que espero riscar pelo menos três ou quatro desta lista ambiciosa antes do final do mês. Irei dando notícias. 

 

É melhor manter as expectativas muito baixas no que toca ao tempo reservado para leituras recreativas, uma vez que os meus alunos já regressaram todos de férias, o ritmo normal de aulas voltará a ser bastante intenso e, ainda por cima, o meu mestrado está quase, quase a começar.

 

Pois é, só faltam duas semanas para voltar a estudar, ao fim de quase um ano fora dessas lides. Desta vez, do menú consta um programa em Estudos de Cultura, especialização em Gestão das Artes e da Cultura (FCH - UCP). Num misto de alegria, ansiedade e inquietação, esta vai ser uma das grandes aventuras dos próximos dois anos. Em breve, talvez escreva sobre ela.

 

Setembro também costuma ser um mês propício a novas rotinas. De facto, já sinto necessidade de as criar. Diminuir o tempo que dedico às redes sociais, ler mais e com maior qualidade (por lazer, fora o resto), melhorar o equilíbrio corpo-mente e abandonar parcialmente o modo insistente de couch potato, escrever com regularidade e ritmo, arranjar disponibilidade horária e mental para projectos que me apeteça ir concretizando... São planos para Setembro muito semelhantes aos planos para Setembro de tantas outras pessoas, mas parecem, a cada um de nós, únicos e intransmissiveis. Estamos todos no mesmo barco!

 

Ora, e aqui ficam os meus mais sinceros desejos de que a vossa rentrée se apresente com força, motivação e concentração! Mãos e cabeça ao trabalho! 

Ser professor é fácil

Quando digo que dou explicações, acompanho alunos, dou aulas aqui, ali e online, há quem diga "eu também poderia fazer isso". Fazem parecer que ensinar é fácil, que ser-se professor é fácil e que qualquer um o pode executar como quem dá aquela palha. Pega-se num livro, nuns exercícios dumas cópias que temos lá em casa, e já está. O que é, realmente, fácil é acreditar nesta falácia.

 

Sim, de facto, qualquer um pode ser professor, ou explicador, ou dar umas aulas. O mais difícil é, na minha opinião de quem anda a tentar ser bem-sucedida no que faz há cinco anos, fazê-lo bem. Deve ser como o que se diz sobre ter-se filhos: fazê-los é simples, o complicado é criá-los. Apoio algo semelhante no que toca a ensinar: todos podem tentar, mas muito menos pessoas conseguirão fazê-lo como deve ser ou atingindo os requisitos mínimos decentes (por exemplo, não matar os alunos de aborrecimento).

 

Além disso, vejo uma certa condescendência da parte de quem pensa que ensinar é uma tarefa quase intuitiva. Desvalorizam a vocação, a inclinação, a formação, o investimento pessoal, económico e profissional de quem se esforça verdadeiramente para o fazer melhor. 

 

Tive professores no ensino secundário e nas universidades onde estudei e trabalhei que, acredito, nunca abriram um livro sobre educação, psicologia, métodos ou abordagens de ensino na vida. Ensinam como quem atira postas de pescada. Muitos pertencem à geração dos professores "porque calhou", "porque as escolas e universidades precisavam" (por exemplo, depois do 25 de Abril). Quem mais sofre com este cenário desencorajador são sempre os alunos. Não é suficiente saber-se tudo sobre relações interculturais, engenharia bioquímica, ginástica ou filosofia antiga: há que saber passar a mensagem, comunicar e suscitar reacções [positivas/construtivas] na plateia... que são os alunos, seres humanos susceptíveis a estímulos que passam por muito mais do que receber e absorver informação de forma passiva.

 

Não digo que todos os professores sem formação em educação ou pedagogia são obrigatoriamente maus profissionais. Algumas pessoas têm uma veia especial e inata para o ensino, são empáticas e flexíveis, aprendem e apreendem com a experiência (também conheci pessoas assim). Infelizmente, muitos mais são os professores nestas condições que o são sem merecerem.

 

Não pretendo, com isto, atirar areia para os olhos de ninguém, muito menos maldizer seja quem for. Pretendo apenas chamar-vos a atenção para quando lerem barbaridades como "quem sabe fazer, tem a profissão; quem não sabe fazer, só ensina" ou "dás umas explicações? Hás-de me dizer como fazes!".

 

Estou a milhas de distância de ser a professora perfeita. Sou demasiado nova, ainda tenho muito a aprender, muito conhecimento a obter que meio mestrado e um par de cursos não conseguem juntar, ainda não lidei com todos os tipos de alunos possíveis (se bem que já colecciono uma boa variedade). No entanto, esta é uma daquelas profissões que gostaria de manter pela vida fora. Receber o incentivo dos meus alunos e colegas ajuda bastante. Vejo-me a fazer outras coisas, a ganhar experiência naquilo que quero partilhar com os meus alunos, mas ensinar traz-me uma alegria imensa. 

E traz-me trabalho que nunca mais acaba. Os tais investimentos multilaterais. 

 

Por isso, deixo-vos um apelo: não desvalorizem quem ensina (no mínimo, quem ensina como deve ser). Se tiverem filhos ou crianças pequenas nas vossas famílias, façam-lhes ver o quão importante e difícil o trabalho dum professor é, mesmo o dum "tutor" ou "explicador". Se não fossem os professores competentes, apaixonados, inspiradores, trabalhadores que foram encontrando pela vida fora, que seria de toda a gente deste mundo?

Estamos em 2017 e continuamos a discutir as saídas profissionais em Portugal (bem, e no mundo)

Spoiler: estou-me pouco ***************** [inserir qualquer palavra inadequadamente adequada] para as saídas profissionais em Portugal, quais as melhores áreas, quais os melhores cursos, os melhores empregos, aqueles que dão mais dinheiro, e, em geral, tudo o que se intitule "mais e melhor".

 

Após ter recebido algumas mensagens nos últimos anos, desde o início de tags neste blogue, como universidadeemprego, decidi compilar mais algumas questões e respostas acerca da vida durante e após o ensino superior e também acerca das saídas profissionais no nosso país.

 

Vamos lá ver...

 

Não sei que profissão quero ter no futuro, mas tenho de escolher uma licenciatura. Em que área devo tirá-la?

Na área que mais gostares de estudar. Ainda que haja muita licenciatura super profissionalizante e específica por aí (como Direito e Medicina), cujo objectivo é formar os alunos para exercerem carreiras nesses mesmos domínios, quase todas as licenciaturas deixam imenso espaço para oportunidades em áreas profissionais diversas. "Estou a tirar Desenho, por isso estarei quase de certeza condenado a ser um artista falido." Mas porquê? E que tal investir num negócio de retratos personalizados na Internet? Ou ser ilutrador de livros de crianças? Ou tentar a sorte em galerias? Já agora, eu, que tirei uma licenciatura em Ciências da Cultura, terei direito ao título de "cientista da cultura"? Humm... Duvido. E mesmo licenciados/mestres em Direito e Medicina têm imensas opções. A minha amiga Joana tirou Medicina, está a acabar o ano comum, vai tirar a especialidade, mas também já pensou em investir num mestrado em Nutrição. Há tantas opções... para quê limitarmo-nos à licenciatura como único factor de decisão ou relevância no nosso futuro profisional?

Além disso, aos 18 anos, pouco saberemos sobre o que o futuro nos reserva. Para quê deixarmos que a nossa licenciatura nos defina ad eternum?

 

Depois da licenciatura em Portugal, é preciso tirar um mestrado?

Sou também a maior defensora de que o nível de escolaridade ou académico duma pessoa não definirá necessariamente o seu futuro profissional. No entanto, volto a repetir: hoje em dia, toda a criatura viva consegue tirar a licenciatura. Qualquer pessoa com dois dedos de testa entra e é capaz de sair, há imensos recursos, as médias de entrada são baixíssimas e é possível obter uma licenciatura com 9,5 valores de média de curso. Além disso, a maioria das licenciaturas em Portugal só duram três anos, após o Tratado de Bolonha, há dez anos, e são de cariz teórico. Dessa forma, o que é que se aprende em três anos?

Uma das minhas professoras da licenciatura fartava-se de gozar com os meus colegas que achavam que a universidade era uma escola profissional. Não é. A universidade é uma escola teórica, quer queiram, quer não. Se querem ganhar competências técnicas, licenciem-se numa escola politécnica ou façam o ensino secundário profissional. Ou atirem-se de cabeça para o mercado de trabalho!

Antes, durante e após a licenciatura, há que investir em formação e experiência paralelas. Já falei sobre as licenciaturas e as saídas profissionais em Portugal há pouco tempo. É mesmo necessário "tirar" qualquer coisinha além da licenciatura, que são apenas três anos numa vida inteira. O mundo encontra-se em constante mutação, há que actualizar os nossos conhecimentos de forma permanente.

Seja como for, os cursos pós-graduados também permitem desenharmos mais um pouco do perfil académico e, quiçá, profissional, que almejamos. Podemos sair da área da licenciatura, podemos permanecer, podemos adaptá-los um ao outro. Há imensa oferta! Pós-graduações, mestrados, MBAs, doutoramentos, formações avançadas... e mesmo cursos profissionais ou profissionalizantes de curta ou média duração, alcançáveis a todos os bolsos.

 

Quero tirar o meu mestrado numa universidade estrangeira, mas pedem quatro anos de licenciatura. O que faço?

As licenciaturas em Portugal têm, por norma, três anos - obrigatórios; tive colegas que tiraram um quarto ano, para poderem estudar outras cadeiras que lhes interessavam. Quer isto dizer que qualquer pessoa pode fazer quantos anos de licenciatura lhe apetecer, apesar dos 180 ECTS básicos. As universidades estrangeiras pedem uma licenciatura como requisito mínimo de admissão e usam "4 anos" de estudo como referência. Na União Europeia, vigora o Tratado de Bolonha, mas cada país no exterior adopta um sistema diferente. Por que não esclarecer estas dúvidas directamente com as instituições onde se espera prosseguir os estudos ou com a embaixada/consulado do país para onde se pretende ir?

 

Os rankings das universidades contam para melhorar as saídas profissionais em Portugal?

Os rankings existem por algum motivo, mas acredito que seja importante de igual forma saber filtrar a informação. De facto, há universidades e institutos cujo lugar nos rankings é baixo por motivos óbvios: fracos resultados em investigação científica, fracas médias de entrada dos alunos candidatos, pouca inovação tecnológica associada ao ensino e até ao funcionamento administrativo, escoamento deficiente de alunos para o mercado de trabalho, professores pouco especializados, poucas provas de internacionalização.

A Universidade Católica Portuguesa é capaz de ser das melhores no nosso país, porque consegue dar resposta a todos estes desafios. Quando lá estudei por um semestre, consegui perceber por que é tão reconhecida. No entanto, eu tirei a minha licenciatura na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, uma das mais antigas escolas de humanidades do país, cujo ensino assenta na tradição e que não depende realmente da tecnologia para formar os seus alunos. Já na internacionalização, avaliação do currículo dos cursos e dos professores, e nos resultados científicos, encontra-se no topo, mas tal não é suficiente para vermos a FLUL a encabeçar maioria dos rankings. Mas não interessa assim tanto.

Por outro lado, muitas das universidades, escolas e faculdades portuguesas mais recentes não estão bem posicionadas, porque lhes falta tudo e mais alguma coisa, o que é relevante para a qualidade do ensino e da preparação dos alunos para outros horizontes (nem digo profissionais, mas principalmente académicos, no estrangeiro, por exemplo).

Mais uma vez, os rankings contam o suficiente, contam o que contam, são números e cálculos e o resultado de variantes fixas que escapam à maioria dos mortais. No entanto, uma e outra vez, cabe aos alunos forjar o seu próprio caminho, independentemente de onde vem a sua licenciatura.

 

Em suma, criem vocês mesmos as vossas "saídas profissionais", em vez de deixarem que outros factores externos as moldem, limitem ou controlem! Ganhem iniciativa, tenham mão no vosso presente e no vosso futuro!

 

Para mais informação e divagação, podem clicar nas hiperligações que vos deixo espalhadas acima.