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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

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The DUFF - eu sou uma DUFF!

Não é que eu tenha uma auto-estima muito baixa (por favor, eu sou fantástica, ehehehe), mas as minhas amigas são muuiiito giras, por isso, em comparação a elas, acho que passo bem por DUFF - Designated Ugly Fat Friend. Este termo não define obrigatoriamente alguém feio e gordo, mas sim aquele que passa mais despercebido no grupo de amigos.

Só que... acho que este termo é demasiaaaaado high school drama. No secundário, devia ser mesmo eu, mas o que lá vai... lá vai! Restam-me os filmes americanos, que fazem dessa fase das nossas vidas uma novela hollywoodesca! Como este: The DUFF.

Seja como for, já estava a precisar um bocadinho de filmes assim, de coisas ridículas cheias de lamechices e clichés (menina patinho-feio luta por se fazer notar no ensino secundário, rapaz podre de giro, popular e atleta que parece ser amigo para sempre acaba por ficar caidinho por ela) e paternalismos desnecessários (ai a miúda é que tem de mudar para agradar aos rapazes? ai a miúda mais gira é a estrela, a rainha do baile, burra que nem uma porta e faz vlogs enquanto não entra num reality show? ai os rapazes são uns engatatões e jogam todos futebol ou tocam todos uma guitarra para engatar as babes?).

Olhem, caiu que nem ginjas só para entreter (adormecendo) o cérebro.

 

 

Já agora, R.I.P Wareztuga. Enquanto a vida continua, acho que vou começar a socorrer-me do TOPPT.NET.

 

Os filmes não-anglófonos também são o máximo

Libre et Assoupi, de 2014 (em inglês Nice and Easy, mas o que quer mesmo dizer é "livre e ensonado") - eu e o Ricardo fomos ver este filme durante o Festival de Cinema Francês, em Setúbal, no dia 13. Saímos de lá de rastos, de uma maneira óptima. Foram duas horas excelentes, em que este filme, super cómico, que aparentva ser apenas mais uma comédia de trazer por casa, se revelou um potente instrumento de introspecção. Tanto eu como o Ricardo recomendamo-lo a todas, mas mesmo todas as pessoas - principalmente àquelas que ainda não deram um rumo à sua vida e que procuram inspiração.

 

No Se Aceptan Devoluciones, de 2013 - este segundo filme mexicano é uma recomendação minha - ainda assim, não com menos valor! Descobri-o no Wareztuga (onde o podem encontrar) e é o que eu chamo uma "comédia de lágrima no olho". Se são de choro fácil, vão sofrer com este filme. Tal como a sugestão anterior, parece que é só para rir e mais nada, mas não. Aborda temas bastante polémicos como os direitos paternais de uma mãe ou pai face aos seus filhos, o amor que os une, casos de abandono... E tem um desfecho nada previsível.

 

Dito isto, a sério: apostem um bocadinho nos filmes fora do circuito anglófono, isto é, ingleses, norte-americanos, canadianos, australianos... Para mim, essa indústria está um bocado estagnada, lançando filmes muito parecidos entre si, sempre com enredos semelhantes, um bocado previsíveis, sem novidade. Por isso é que, de vez em quando, sabe bem entrar em contacto com outro tipo de cinema, nem que seja apenas para arejar as ideias.

 

E, se tiverem sugestões de filmes que eu deva ver, por favor, sugiram-nos para aí!