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Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

#JeSuisPurl: mais uma curta da Pixar

 

A certo ponto nas nossas vidas, já todos nos teremos sentido como a Purl, peixe fora de água... ou novelo fora do cesto. Seja por sermos a única mulher ou o único homem no local de trabalho, por termos passatempos menos comuns, por contarmos piadas que os outros não entendem, ou apenas porque já fomos adolescentes e é normal pensarmos que durante esses anos somos nós contra o mundo - já nos teremos sentido desconfortáveis e tentados a sucumbir à norma.

 

Esta e outras curtas da Pixar são normalmente partilhadas no YouTube, por isso podemos todos desfrutar de minutos gratuitos proporcionados pelos estúdios das nossas infâncias, de quem cresceu no final do século passado. São desenhos animados, mas não se deixem enganar. Para variar, são desenhos animados dos quais os miúdos até podem gostar, mas cujos detalhes passarão menos despercebidos aos graúdos. Ora vejam lá!

A Carolina Deslandes, "Adeus Amor Adeus" e aquele nozinho no coração

A Carolina Deslandes teve uma espécie de condão para lançar o último disco numa altura em que, por acaso, eu precisei de uma nova banda sonora. Nessa mesma altura, também precisei de - e felizmente consegui - novos livros, viagens a novos sítios, novos ombros amigos, novos desafios e, na verdade, tudo novo. (Quem nunca se sentiu assim, a precisar de uma fase de renovação, não é verdade?) Então, de certa forma, a Casa da Carolina também foi um pouco minha, onde tentei arrumar e reorganizar o que me faltava.

 

Bem sei que nem todas as pessoas serão as suas maiores fãs, mas eu, também não sendo das maiores, admiro-a. Acho que, apesar de não concordar pessoalmente com tanta exposição, consigo reconhecer que o público entra em contacto com uma mulher jovem que parece trabalhadora, focada, que consegue equilibrar a vida pessoal e profissional e que provavelmente tem atingido muitos dos seus objetivos pessoais nos últimos tempos. É bonito e até gratificante na terceira pessoa.

 

 

Entretanto, a vida continua. A Primavera acabou, o Verão passou e até estamos quase no Inverno. Parece poético e talvez o seja. Este ano e as estações que se sucederam poderiam encaixar simbolicamente na minha história. Poderiam fazer parte do storytelling. E, como que encerrando um período catártico, a Carolina também diz "adeus" num vídeo que, depois de nos amassar a bagagem e prender em nostalgias, pontadas agudas e agitações invisíveis, nos liberta. Nem tudo pode ser para a vida toda, mas mais estará para vir quando tiver de ser.

 

A miúda gostou e gosta.

 

Experimentei ver "Voldemort: Origins of the Heir" e esta é a minha opinião

Quem já viu o filme "Voldemort: Origins of the Heir", a produção fan made mais famosa do momento? Eu já, e trago-vos a minha mais sincera opinião acerca do que poderia ter sido um produto modesto, mas melhorzinho do que foi - muito melhor!

 

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Pessoalmente, acho que a saga Harry Potter anda a ser explorada em demasia. Parece que nada do que se faça de interessante (e, muitas das vezes, desinteressante) pode subsistir sem ser comercialmente explorado até à náusea. Sou a maior fã dos livros, talvez até dos filmes, mas começo a pressentir um esforço enorme para manter popular algo que já marcou várias gerações, não sendo necessária muito mais do que a sua própria existência.

Por isso, não deixo de pensar que "Voldemort: Origins of the Heir" pode ser visto como um esforço louvável de alguns fãs para demonstrarem a sua admiração e prestarem uma homenagem à saga, ou que pode ser visto como mais um esforço para comercializar e rentabilizar um sub-produto, amador, associado ao nome Harry Potter.

 

Se estão prontos para alguns spoilers, cliquem em "ver mais" (ou não façam mais scroll, caso tenham aberto o post directamente). Senão, vejam o filme (cerca de 52 minutos) primeiro, tal como foi publicado no YouTube! 

 

 

 

 

Tagarelando sobre "O Caminho Imperfeito" de José Luís Peixoto

Sobre O Caminho Imperfeito que José Luís Peixoto percorreu. Sobre o meu próprio caminho imperfeito na Tailândia. Cada um fez o seu, mas em muitos pontos os dois acabaram por se tocar. Deixo-vos com os meus pensamentos (já publiquei o vídeo há algum tempo, mas só agora o estou a partilhar aqui; culpem a tal procrastinação).

Espero que gostem!

 

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Comprei um Kobo... e agora?!

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Há muitos anos que as minhas amigas me andavam a melgar, evangelizar, suplicar para comprar um e-reader, leitor electrónico, Kobo/Kindle/qualquer coisa. Porque faria maravilhas. Porque era tão prático para elas. Porque qualquer minhoca da leitura tinha um. Porque eu tinha todo o ar de quem iria gostar de ler livros, que não são bem livros, mas que os imitam muito bem. 

 

Recusei-me sempre, durante todos estes anos (para aí uns quatro, no mínimo) a comprar essa coisa ridícula dos leitores electrónicos. Caros comó raio, sem qualquer outra funcionalidade, e depois os livros físicos é que são bons, papelinho para virar, cheirar, passear na mão com vaidade... 

 

Comecei a ler em tablets e não desgostei da experiência. No entanto, os olhos é que pagam. É muita luz, tal como a dos telemóveis, que queremos evitar. Mas os tablets sempre dão para outras coisas!

 

Há umas semanas, tive um professor convidado a dar uma aula do meu mestrado. O senhor era muito jeitoso, bem falante, inteligente, convenceu-me logo ali, não necessariamente a comprar um Kobo, mas a finalmente reconhecer o óbvio: sem experimentar um e-reader, eu nunca viria a saber o que esta gente pregava. Em dois dias comprei um. Pesquisei, comparei, encontrei um Kobo com um desconto abismal (por ser refurbished) e aqui vos deixo as minhas impressões.

 

 

Desculpem lá a extensão do vídeo, pois acumulei muitos anos de ignorância pela qual tenho de compensar o mundo! 😂

O que eu penso sobre viver na Tailândia 🏡

Há tanto de diferente e tanto de igual na Tailândia, quando me lembro de Portugal. No entanto, voltaria já a Portugal sem olhar para trás, caso houvesse essa oportunidade, neste preciso minuto. Ainda assim, vamos lá continuar este semestre e logo se verá. Viver na Tailândia tem muito de bom, mas aprendi que não há nada como estar em casa, no nosso lar, com as pessoas de quem mais gostamos. 

Entretanto, deixo aqui estes apontamentos. Decidi que o melhor a fazer é mesmo gravar em português, dadas as estatísticas da audiência que segue estes vídeos, por isso espero que sejam minimamente interessantes e que constituam uma fuga aos textos loooongos que eu costumo escrever. 

 

 

O que dizer do novo videoclipe da Taylor Swift?

E, agora, um texto mais descontraído na ordem do dia (ou da noite, escolham o vosso fuso horário)...

 

Para variar, tudo o que esteja remotamente relacionado com a Taylor Swift há-de ser controverso. No entanto, eu gosto tanto, tanto da rapariga! É certo que já gostei mais. Segui-a a partir do segundo álbum, o Fearless, por isso, ainda venho recomendada pela onda country, não pela pop. Adorava aquele estilo, tão diferente, mas tão expressivo - pelo menos para mim, que pouco ou nada percebo do que é "música boa" ou que deixa de ser. Sempre me identifiquei com muitas músicas e aprecio especialmente o facto de, habitualmente, ser ela a autora de todas.

Depois, há uns anos atrás, começaram as polémicas sobre a vida pessoal dela e o facto de se estar a vender pela pop. No entanto, acho que o estilo dela é diferente do das estrelas que produzem hits por estes anos. Continuei, continuo e continuarei a ouvir Taylor Swift, acompanhando toda esta evolução tão interessante!

 

 

No entanto, vamos lá voltar ao assunto que me trouxe aqui: o videoclipe da música "Look What You Made Me Do". Quanto à canção sem vídeo, sinceramente não senti muito a respectiva mensagem. Tem um ritmo diferente daquilo que estava à espera (mas há, sequer, a possibilidade de esperar seja o que for da TS?). À parte isso, meh. Há melhores, há piores. Mas hoje saiu o vídeo e, de repente, a canção passou a fazer sentido. Nestes últimos álbuns, acho que se tem notado cada vez mais o quão relevante é um videoclipe para as músicas da Taylor Swift. O videoclipe ilustra um ponto de vista pessoal, o videoclipe é uma peça em si, não precisa de depender exclusivamente da música, antes o contrário. 

Fartei-me de rir com o vídeo. Demonstra um trabalho cuidado, cheio de detalhes e piadas para os fãs mais antigos ou atentos. Adorei a referência às Taylors do passado e às personagens de videoclipes anteriores. Faço uma autêntica vénia à montagem e edição. 

Afinal, a Taylor Swift e as suas equipas são puros entertainers, que fazem o seu trabalho muito bem feitinho. Todo este dramalhão vende, é interessante, põe o povo a falar. Foi o teaser, foi o apagão das redes sociais, foi o suspense, foi o produto final. Esta mulher é um monstro e deve ter uma equipa fabulosa que a tem ajudado a alcançar todo este sucesso, por mais que não seja a pôr-se nas bocas do mundo.

Não interessa se ela namora com mais ou menos bons rapazes, se tem mais dinheiro ou menos amor próprio: quero lá saber. Do que eu quero saber é se a Taylor Swift capta a minha atenção álbum após álbum, canção após canção. Enquanto escrevo estas linhas, ouço a "Enchanted", uma música do tempo dinossáurico da TS, e só penso: sim! A criatividade está lá, o toque pessoal, o story-telling e todas estas competências atísticas com que a moça foi abençoada e para as quais deve trabalhar bastante.

 

O resto... bem, tudo depende de gostos pessoais e opiniões, que são como as cuecas (cada pessoa tem as suas!).