Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Procrastinar Também é Viver

Blogue sobre trivialidades, actualidades e outras nulidades.

Traduções

Há umas semanas, li um ensaio em Estudos de Cinema acerca da impossibilidade de alcançar o texto fílmico. É impossível citar o texto de um filme (imagem, som, ruído, mise-en-scène, todas essas dimensões e outras ao mesmo tempo) ou descrevê-lo sem lhe retirar valor ou falhar na menção de quaisquer características.
Contudo, eu acho que o filme não é o único texto inatingível. A vida em geral, mas em particular as emoções, são um texto intraduzível em palavras, ditas ou escritas. As emoções existem e, por muito que as tentemos materializar num texto escrito, rapidamente damos a nossa tarefa por eternamente incompleta.
Como poderemos, alguma vez, comunicar o quanto amamos alguém, ou o quanto nos afecta a solidão ou a falta de esperança? Existem sequer palavras suficientes para tornar inteligível a sensação de embaraço, de perda, de alegria ou de orgulho por pertencemos a um determinado grupo de amigos? Apesar de ser possível tentar chegar a uma descrição assertiva acerca de emoções e sentimentos, dificilmente ultrapassaremos a barreira da subjectividade das palavras.
As palavras são só símbolos e nada mais. Cada um de nós atribui-lhes significados distintos e elas... elas são sempre as mesmas.

Comentar:

CorretorEmoji

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.